A Dinamarca iniciou nesta quarta-feira (14) o reforço de sua presença militar na Groenlândia, em coordenação com aliados da Otan, em meio a declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha ao território norte-americano.
Em comunicado, o governo dinamarquês informou que haverá uma ampliação das operações militares na Groenlândia e em suas imediações, incluindo exercícios e atividades navais e aéreas nas próximas semanas. A medida ocorre em estreita colaboração com países aliados da Otan.
O governo da Groenlândia confirmou o reforço militar, enquanto a Suécia anunciou que enviará tropas à ilha a pedido da Dinamarca. Segundo a emissora dinamarquesa DR, equipamentos militares e soldados já começaram a ser deslocados para a região. Um avião da Força Aérea pousou na capital, Nuuk, no início da semana, transportando militares responsáveis pela estrutura logística para a chegada de mais tropas.
Horas antes do anúncio oficial, o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, declarou que o país continuará fortalecendo sua presença militar na Groenlândia e ampliará a atuação da Otan no Ártico. A declaração ocorreu antes de uma reunião entre representantes da Groenlândia, da Dinamarca e dos Estados Unidos, realizada na Casa Branca para discutir o futuro do território autônomo.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já afirmou que o país não fará “nenhuma concessão fundamental” em relação à soberania da Groenlândia.