Hilton planeja dobrar presença no Brasil até 2030, mas Salvador ainda fica fora dos planos

Hilton planeja dobrar presença no Brasil até 2030, mas Salvador ainda fica fora dos planos

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Shutterstock

Publicado em 18/03/2026 às 16:32 / Leia em 3 minutos

A Hilton segue acelerando sua expansão no Brasil, considerado um dos mercados mais estratégicos da companhia no Caribe e na América Latina, com planos de dobrar sua presença no país até 2030. Atualmente com cerca de 30 hotéis em operação, a rede aposta em uma estratégia multimarcas, amplia o portfólio e mantém um pipeline robusto, com quase 30 empreendimentos em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que diversifica sua atuação para além dos eixos tradicionais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Nos últimos meses, a empresa avançou especialmente em destinos emergentes, com inaugurações e projetos que reforçam a presença em diferentes regiões. No Nordeste, por exemplo, a rede estreou no Recife com o Motto by Hilton Recife Antigo e prevê novos empreendimentos, como o Hilton Garden Inn em Natal.

Prevê ainda a ampliação de sua atuação em outras frentes, incluindo a Amazônia, com um hotel planejado para Manaus, e destinos turísticos como Ilhabela e Bento Gonçalves. A estratégia inclui ainda o crescimento via conversões de hotéis independentes, hoje responsáveis por mais da metade do portfólio da companhia no país, além da possível chegada de novas marcas e investimentos em residências de alto padrão, segundo o PANROTAS.

Apesar do movimento consistente e da expansão que alcança diferentes capitais e regiões, Salvador segue fora dos anúncios recentes da rede, mesmo com um histórico antigo de tentativas de implantação de um empreendimento da bandeira na cidade.

O projeto mais emblemático remonta aos anos 2000, quando foi anunciada a construção de um hotel de luxo no bairro do Comércio, na região da Cidade Baixa, como parte de um plano de requalificação urbana, como aconteceu mais recentemente na Rua Chile. À época, a iniciativa previa a restauração de imóveis históricos e a construção de uma nova estrutura hoteleira, com operação da Hilton e expectativa de inauguração no início da década de 2010.

No entanto, o empreendimento enfrentou entraves jurídicos, questionamentos sobre impacto no patrimônio histórico e disputas relacionadas ao terreno, o que acabou travando o avanço das obras. Após anos de indefinição, o projeto foi abandonado e a área acabou sendo redirecionada para outros usos, encerrando, na prática, a primeira tentativa concreta de instalação da rede na capital baiana.

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