O Wegovy, conhecido pela versão em caneta para o tratamento da obesidade, ganhou autorização para ser vendido também em comprimidos no Brasil. A aprovação foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (4). Segundo a fabricante Novo Nordisk, o lançamento nas farmácias brasileiras deve acontecer “nos próximos trimestres”, ainda sem data definida.
Nos Estados Unidos, onde o medicamento é comercializado desde janeiro, o tratamento custa a partir de US$ 149 por mês, cerca de R$ 816, na dose inicial. Nas dosagens mais altas, o valor chega a US$ 299, aproximadamente R$ 1,6 mil, para quem paga do próprio bolso. Os valores foram informados pela BBC News Brasil e não representam uma previsão de quanto será cobrado por aqui.
O preço brasileiro ainda não foi divulgado. Antes do início das vendas, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) precisa estabelecer o valor máximo que poderá ser cobrado pelo produto. Essa é uma das etapas necessárias para que a novidade chegue ao consumidor após o aval sanitário.
Assim como a caneta, o comprimido tem a semaglutida como princípio ativo, substância que atua na regulação do apetite. A principal mudança está na administração: enquanto a apresentação injetável é aplicada semanalmente, a oral é tomada todos os dias. A indicação é para adultos com obesidade ou com sobrepeso associado a pelo menos uma doença relacionada ao peso, sempre em conjunto com alimentação de baixa caloria e atividade física.
A novidade é o primeiro medicamento oral da classe dos agonistas de GLP-1 autorizado no país especificamente para tratar obesidade e sobrepeso. O Brasil já dispõe de outro comprimido de semaglutida, o Rybelsus, também da Novo Nordisk, mas em doses menores e com indicação para diabetes tipo 2.