Após derrota na eleição, Flávio Bolsonaro ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos

Após derrota na eleição, Flávio Bolsonaro ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos

Redação Alô Alô Bahia

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REUTERS/Jean Carniel

Publicado em 26/10/2026 às 07:46

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem mandato eletivo pela primeira vez desde 2003, após a derrota na disputa pela Presidência da República. Atual senador, ele encerra seu mandato no fim deste ano, após mais de duas décadas ocupando cargos parlamentares. Aos 45 anos, passou mais da metade da vida na política.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio iniciou a trajetória pública aos 21 anos, quando se tornou o deputado estadual mais jovem do Rio de Janeiro. Na época, o pai já ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Flávio permaneceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por quatro mandatos consecutivos, até ser eleito senador em 2018, ano em que Jair Bolsonaro chegou à Presidência da República.

Ao longo da carreira, ele disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2016, pelo PSC. Na ocasião, terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 14% dos votos válidos, na eleição vencida por Marcelo Crivella, então filiado ao PRB. Até a disputa presidencial deste ano, essa havia sido sua única derrota eleitoral.

A trajetória política do senador também foi marcada por investigações. Ele foi alvo de apuração sobre suspeitas de “rachadinha” na Alerj, caso em que provas foram anuladas pela Justiça. Em 2026, passou a ser investigado em um inquérito sobre supostos repasses financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre seu pai.

Após a apuração dos votos neste domingo (25), Flávio afirmou que não reconhece o resultado eleitoral. Ele atribuiu sua posição à prorrogação do horário de votação até as 19h, determinada por liminar do ministro Cristiano Zanin. “É impossível reconhecer o resultado das eleições”, afirmou.

No entanto, tanto a campanha do presidente Lula (PT) quanto a de Flávio Bolsonaro haviam apresentado pedidos para estender o período de votação. Após a confirmação da vitória de Lula, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou que a ampliação do horário de funcionamento das urnas não provocou problemas na totalização dos votos.

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