Após polêmicas, eleição brasileira repercute na imprensa internacional em meio à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Após polêmicas, eleição brasileira repercute na imprensa internacional em meio à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Mauro Pimentel e Nelson Almeida /AFP

Publicado em 25/10/2026 às 19:18

O segundo turno das eleições brasileiras ganhou destaque na imprensa internacional neste domingo (25), com atenção especial à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação em meio à disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O jornal americano The New York Times relacionou a prorrogação a problemas no transporte público e às condições climáticas. A publicação também destacou que Zanin foi indicado ao Supremo por Lula. Já a rede britânica BBC noticiou que seções eleitorais continuavam abertas após a decisão de última hora, enquanto o jornal The Guardian abordou a medida no contexto da disputa entre os dois candidatos.

A decisão, anunciada praticamente no horário previsto para o encerramento da votação, também provocou dúvidas sobre sua aplicação. A agência Associated Press (AP) relatou que mesários em Brasília deixaram seções eleitorais após o fechamento previsto e que, no Rio de Janeiro, algumas urnas já desligadas não puderam ser religadas.

O New York Times observou que havia incertezas sobre a possibilidade de eleitores que chegaram depois do horário original ainda votarem. A rede americana CNN, por sua vez, destacou a orientação da Justiça Eleitoral de que as seções que permaneciam abertas deveriam continuar recebendo eleitores, conforme os esclarecimentos posteriores sobre a decisão.

Além dos desdobramentos relacionados ao horário de votação, os veículos estrangeiros destacaram a importância política do pleito para o cenário latino-americano e para as relações com os Estados Unidos.

A Associated Press apontou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, aliado do presidente americano Donald Trump, poderia fortalecer a direita na região. Já uma nova vitória de Lula manteria o Brasil entre os principais governos de esquerda ou centro-esquerda da América Latina, ao lado do México.

A repercussão internacional reflete o interesse sobre os possíveis impactos do resultado brasileiro na política regional e nas relações diplomáticas, especialmente diante das diferenças entre os projetos políticos dos dois candidatos.

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