Um projeto de indicação apresentado na Câmara Municipal de Salvador propõe a implantação gradual de sistemas de captação e reaproveitamento da água produzida por aparelhos de ar-condicionado em prédios públicos da capital baiana. A proposta, de autoria do vereador André Fraga, prevê que a água seja utilizada em atividades que não exigem potabilidade, como irrigação, limpeza e abastecimento de vasos sanitários.
A matéria foi encaminhada da Coordenação de Comissões para a Supervisão de Constituição e Justiça nesta terça-feira (20), conforme o registro de movimentação legislativa.
A indicação solicita ao prefeito Bruno Reis a adoção de medidas para viabilizar a instalação dos sistemas em prédios e equipamentos públicos municipais, desde que haja condições técnicas para a implementação.
Como funcionaria o reaproveitamento?
O projeto considera que os aparelhos de ar-condicionado produzem água por condensação durante o funcionamento. Esse líquido pode ser coletado e reaproveitado em determinadas atividades, desde que sejam observadas as condições adequadas de armazenamento e utilização.
Segundo a justificativa apresentada, o aproveitamento da água pode contribuir para reduzir o desperdício e incentivar o uso racional dos recursos hídricos nas edificações públicas.
A proposta também destaca que a implantação deverá ocorrer de forma gradual, de acordo com a viabilidade técnica de cada imóvel. A iniciativa busca incentivar práticas sustentáveis na administração municipal e servir de referência para outras construções da cidade.
Projeto cita metas de sustentabilidade
Na justificativa, o vereador afirma que a proposta está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente os relacionados à água potável e ao saneamento, às cidades sustentáveis e ao consumo responsável.
O texto também menciona que a regulamentação municipal voltada à sustentabilidade nas edificações já reconhece o aproveitamento da água de condensação para usos não potáveis.
A indicação foi datada de 28 de setembro de 2026 e encaminhada à Supervisão de Constituição e Justiça em 20 de outubro. Por se tratar de uma indicação, o documento apresenta uma solicitação ao Executivo municipal, e não a confirmação de que os sistemas serão instalados.