O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou como participação para a sua participação no debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23), a apresentação de um documento em que Flávio Bolsonaro (PL) autorize a abertura de seus sigilos. A cobrança ocorreu nesta terça-feira (20), durante um ato de campanha na ponte sobre o Rio São Francisco, entre Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.
“Se ele apresentar um documento autorizando quebrar o sigilo vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate”, declarou o petista, conforme noticiado pelo Estadão. Na sequência, Lula chamou o adversário de “ladrão”. Participaram da agenda aliados como Jerônimo Rodrigues, Rafael Fonteles e Rui Costa.
Mais cedo, a campanha de Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para divulgar informações bancárias, fiscais e telefônicas do presidente e de seus familiares. O documento condiciona a liberação à concordância de Flávio em adotar a mesma medida para si e sua família.
Segundo o Estadão, a autorização abrange os últimos oito anos e prevê a publicação dos dados em uma plataforma de acesso público. A petição, porém, contém apenas a declaração formal de autorização, sem apresentar as informações protegidas por sigilo.
O desafio havia sido lançado por Lula durante o debate da Band, no domingo (18), marcado por trocas de acusações entre os candidatos. Na ocasião, Flávio não respondeu se aceitaria a proposta. O encontro da Globo será o último antes do segundo turno, previsto para domingo (25).