A Ri Happy, uma das maiores redes de lojas de brinquedos do Brasil, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A solicitação foi protocolada na Justiça no domingo (18) e confirmada pela companhia nesta segunda-feira (19).
O pedido também envolve outras cinco empresas do grupo, incluindo a PBKids. Apesar da medida, a Ri Happy informou que suas lojas físicas e canais digitais continuam funcionando normalmente, especialmente diante da proximidade da Black Friday e do Natal, períodos importantes para o setor.
A iniciativa acontece menos de dois meses após uma mudança no controle da companhia. No final de agosto, a BluSun Capital Partners adquiriu 100% do grupo, em uma negociação que também marcou o retorno de Héctor Núñez à presidência da empresa.
Segundo a Ri Happy, a reestruturação busca reorganizar as finanças e garantir a continuidade das operações. A companhia atribui as dificuldades a fatores como juros elevados, mudanças nos hábitos de consumo, aumento da concorrência e impactos acumulados da pandemia.
A recuperação extrajudicial não significa falência ou fechamento das lojas. O mecanismo permite que a empresa negocie diretamente com determinados credores um plano para reorganizar suas dívidas, que pode ser submetido à homologação da Justiça.
Fundada em 1988, a Ri Happy se consolidou como uma das principais varejistas de brinquedos do país. A empresa já vinha adotando medidas de redução de custos e ajustes administrativos como parte de sua estratégia de recuperação financeira.