Mila Seidl, viúva do influenciador Lito Sousa, compartilhou nesta quarta-feira (14) um relato sobre os desafios de enfrentar a perda do marido, que morreu aos 59 anos após receber o diagnóstico de uma doença rara. Nas redes sociais, ela falou sobre o processo de luto, contou que recebeu um ‘sinal’ que havia pedido ao companheiro e refletiu sobre a responsabilidade de criar sozinha o filho do casal, Malone, 7.
Atualmente nos Estados Unidos com o pequeno, Mila explicou que decidiu viajar para tentar organizar os pensamentos e lidar com os sentimentos após a morte de Lito. “Botar a cabeça em ordem, organizar meus sentimentos, as coisas que eu quero fazer, pensar o que eu devo fazer, a melhor forma, e tentar acalmar um pouco o meu coração”, contou.
A influenciadora também relatou que pediu ao marido um sinal que não deixasse dúvidas sobre sua origem. “Eu recebi um sinal. Falei assim: ‘Lito, eu preciso de um sinal, mas não pode ser um sinal que eu fique na dúvida se era ou não. Ele não falha comigo nunca, por isso que eu estou assim mais animadinha hoje”, disse.

Reprodução/Instagram
Durante o relato, ela também explicou por que sua postura varia entre o perfil pessoal e as redes sociais que administrava com Lito. Enquanto no espaço pessoal compartilha a tristeza e as dificuldades enfrentadas após a perda, nos canais profissionais precisa manter as atividades em funcionamento.
“Lá [nos canais profissionais] eu tenho que botar uma fantasia e incorporar uma pessoa que tem que resolver, que tem que fazer as coisas porque tem que fazer. Porque eu não tenho opção. Se eu tivesse opção… eu não tenho! Nesse momento eu tenho um filho para cuidar, quatro empresas para continuar tocando [e] pessoas que dependem de mim”, disse.
Mila contou que precisa alternar entre momentos de sofrimento e as obrigações profissionais, mesmo quando a dor parece insuportável. “Numa hora eu estou aqui, chorando, descontrolada. Sentindo dor, doendo a minha alma, doendo fisicamente, porque o luto dói fisicamente, aqui na carne. É uma parada surreal, mas no momento seguinte, preciso ir lá fazer alguma coisa, uma entrega, preciso de desintonizar e sintonizar uma outra pessoa. Depois eu volto e vivo a minha vida”, desabafou.
A viúva ressaltou ainda que não se considera uma heroína por continuar trabalhando e cuidando das responsabilidades, mas reconheceu que muitas pessoas precisam seguir em frente mesmo em situações difíceis. Sobre a perda, afirmou que não acredita em superar completamente o que aconteceu, mas espera encontrar uma nova maneira de viver.
“Eu vou aprender a seguir sozinha. Ou não, a gente não sabe se o Lito está lá me olhando. Mas eu preciso continuar, não por mim só, porque nunca é só sobre a gente. É sobre um menino de sete anos que eu tenho que depende de mim”, disse.

Reprodução/Instagram
Emocionada, Mila relembrou uma declaração sobre ter perdido o direito de morrer e explicou que a preocupação estava relacionada ao futuro de Malone, que agora também enfrenta a ausência do pai. “Quando eu falei que eu tinha perdido o direito de morrer, não era de mim que eu estava falando. Era do meu filho, pensando a preocupação que eu tenho, agora ele não tem mais pai. Tenho agora a missão dobrada. E eu vou encarar essa missão muito bem encarada”, finalizou.