Filho de Hebe Camargo se revolta com vídeos de mansão abandonada e reforça: “Não era da minha mãe”

Filho de Hebe Camargo se revolta com vídeos de mansão abandonada e reforça: “Não era da minha mãe”

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 14/10/2026 às 10:28

Marcello Camargo, filho de Hebe Camargo, voltou a se manifestar sobre a mansão no Morumbi, em São Paulo, onde a apresentadora viveu durante 21 anos e que hoje se encontra em estado de abandono. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele demonstrou irritação com conteúdos que associam erroneamente a propriedade à mãe e criticou influenciadores que invadem o imóvel para produzir gravações e gerar engajamento na internet.

Com bom humor ácido, mas sem deixar de demonstrar firmeza, Marcello fez questão de esclarecer a quem pertencia a residência. “Não era da minha mãe, não era da Hebe Camargo, era sim do Lélio [Martins], marido dela”, afirmou.

Segundo ele, a família deixou a mansão em 2000, após a morte de Lélio Ravagnani, segundo marido da apresentadora, com quem ela se casou em 1979. Desde então, Marcello afirma que nunca mais voltou ao local. O filho de Hebe também criticou a atitude de pessoas que entram na propriedade sem autorização para produzir vídeos, classificando o comportamento como invasão de propriedade e falta de limites.

Para encerrar a polêmica, ele ressaltou que, se o imóvel realmente pertencesse à mãe, já teria tomado as medidas legais cabíveis diante das invasões recorrentes.

O que aconteceu com a mansão onde Hebe Camargo viveu?

Após a saída de Hebe e Marcello, a propriedade permaneceu com a família de Lélio. O imóvel também foi compartilhado por Marcello com o primo Claudio Pessutti, que trabalhou durante anos ao lado da apresentadora. Claudio e a mulher, Helena, passaram a morar na residência. Com a morte dele, em janeiro de 2021, em decorrência da Covid-19, sua parte ficou com a viúva.

Construída em um terreno de aproximadamente 7 mil metros quadrados, a mansão foi colocada à venda e atualmente tem outro proprietário. Apesar da história ligada à apresentadora, a residência acabou se tornando alvo de disputas judiciais e problemas financeiros.

No ano passado, o imóvel chegou a ser colocado em leilão judicial. Com cerca de 962 metros quadrados de área construída, a mansão foi avaliada em R$ 8,6 milhões. Na decisão que determinou a venda, a Justiça descreveu a propriedade como estando “em ruínas”.

A medida foi motivada por uma cobrança da empresa WV Soluções Logísticas contra a família Ravagnani. A determinação, no entanto, acabou suspensa após uma contestação apresentada por Lélio Ravagnani Filho.

Além dos problemas estruturais, a propriedade acumula uma dívida superior a R$ 1,5 milhão em IPTU. Na primeira tentativa de leilão, o imóvel tinha avaliação de R$ 8,2 milhões e lance mínimo de R$ 4,1 milhões, mas não recebeu propostas.

Segundo informações publicadas pela revista Veja, entre as possibilidades discutidas para o futuro da propriedade estão a construção de um prédio residencial ou a criação de um memorial em homenagem à apresentadora.

À publicação, a advogada Juliana Carrillo Vieira, representante da WV, destacou a importância histórica do endereço, que recebeu encontros de personalidades da televisão, dos negócios e da política.

“Essa casa vai além de seu valor material, ela tem importância histórica e cultural para o país. Ali ocorreram encontros marcantes com personalidades da mídia, do mundo dos negócios e da política. É um patrimônio simbólico que acabou envolvido em uma teia de disputas familiares, tributárias e empresariais”, afirmou.

Mansão foi palco de festas e recebeu grandes personalidades

Construída na década de 1970 por Lélio Ravagnani, a residência era conhecida pelo luxo e pela estrutura ampla. O imóvel contava com duas piscinas, uma coberta e outra na área externa, e foi cenário de grandes festas promovidas por Hebe ao longo de sua trajetória.

Durante décadas, a apresentadora recebeu na casa artistas, políticos e outras personalidades que faziam parte de seu círculo de amizades.

A mansão também foi alvo de um episódio de violência em 1983, quando dois criminosos invadiram a propriedade após escalar um muro de mais de três metros de altura. Na ocasião, eles fugiram levando joias, armas e dinheiro.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia