A 28ª edição do Festival do Rio chegou ao fim no domingo (11) com a entrega dos Troféus Redentor e de outros prêmios que reconheceram produções brasileiras e internacionais. Entre os destaques estão “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias, eleito Melhor Longa-Metragem de Ficção, e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, que conquistou três troféus. A premiação também contemplou documentários, curtas-metragens e profissionais de diferentes áreas do audiovisual.
O festival, realizado no Rio de Janeiro, exibiu 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas, dos quais 45 disputaram as mostras oficiais. A edição também reuniu produções de diferentes países e destacou a diversidade de narrativas do cinema contemporâneo.
Filme com protagonista baiano é um dos destaques
Um dos destaques para a Bahia é “A Margem do Rio”, que conquistou o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção, além de Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Atriz Coadjuvante, dividido entre Renna Costa, Artia e Ísis Broken. A produção também venceu o Prêmio Felix de Melhor Filme Brasileiro, voltado a obras que abordam temáticas LGBTQIA+.
O longa tem como protagonista o ator baiano Caique Copque, que interpreta Izaquiel, um jovem que trabalha como auxiliar de serviços gerais no Recife e passa a explorar os manguezais da cidade em busca de encontros secretos. Dirigido por Enock Carvalho e Matheus Farias, o filme já havia recebido reconhecimento no Festival de Locarno, na Suíça. A estreia comercial nos cinemas brasileiros está prevista para janeiro de 2027.
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Outro representante da produção audiovisual baiana na programação foi “Jardim dos Silêncios”, primeiro longa de ficção do diretor baiano Henrique Dantas, protagonizado por Fabrício Boliveira, também baiano. Filmado entre Ilhéus, no sul da Bahia, e Orvieto, na Itália, o filme integrou a mostra Novos Rumos da Première Brasil, embora não apareça entre os vencedores.
“Vicentina Pede Desculpas” conquista três prêmios
“Vicentina Pede Desculpas” foi outro grande destaque da premiação. O longa, dirigido por Gabriel Martins, venceu nas categorias Melhor Direção de Ficção, Melhor Roteiro e Melhor Longa-Metragem de Ficção pelo Voto Popular. Estrelado por Rejane Faria, o filme acompanha uma mãe que decide procurar as famílias das vítimas de um acidente que teria sido provocado pelo filho para pedir perdão.
Já o documentário “Elza”, dirigido por Eryk Rocha, foi eleito Melhor Longa-Metragem Documentário. A obra revisita a trajetória da cantora Elza Soares por meio de sua própria voz e de imagens de arquivo. No voto popular, o prêmio de Melhor Documentário ficou com “Fui Olhar Você Dormir”, de Anna Azevedo.
Confira os principais vencedores do Festival do Rio 2026
Première Brasil — Competição principal
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Melhor Longa-Metragem de Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
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Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha.
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Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves.
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Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
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Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas.
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Melhor Ator: Victor di Marco, por LONDON.
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Melhor Atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês.
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Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês.
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Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio.
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Melhor Roteiro: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
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Melhor Montagem: Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira.
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Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio.
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Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Funk.
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Melhor Figurino: Samy Sill, por LONDON.
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Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio.
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Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês.
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Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta.
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Melhor Longa-Metragem de Ficção — Voto Popular: Vicentina Pede Desculpas.
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Melhor Longa-Metragem Documentário — Voto Popular: Fui Olhar Você Dormir.
Première Brasil — Mostra Novos Rumos
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Melhor Longa-Metragem: Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur.
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Melhor Direção: Thais Fujinaga, por Talismã.
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Melhor Atriz: Nina Prado, por O Deserto de Luiza.
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Melhor Ator: Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando.
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Melhor Curta-Metragem: Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim.
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Prêmio Especial do Júri: elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque.
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Melhor Longa-Metragem — Voto Popular: O Deserto de Luiza, de Alan Minas.
Prêmio Felix
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Melhor Filme Brasileiro: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
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Melhor Filme Internacional: Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid.
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Melhor Documentário: Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld.
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Prêmio Especial do Júri: Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian.
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Menção Honrosa: Elefantes na Névoa (Tinīharū), de Abinash Bikram Shah.
Outras premiações
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Prêmio Suzy Capó — Personalidade do Ano: Rita Von Hunty, personagem de Guilherme Terreri.
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Prêmio Aquisição TV Globo — Mostra Expectativa, voto popular: Maria Vitória, de Mário Patrocínio.
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Prêmio Aquisição Telecine — Première Latina, voto popular: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo.
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Prêmio FIPRESCI — Melhor Filme Brasileiro: LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli.
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Prêmio FIPRESCI — Melhor Filme Latino: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo.
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Prêmio da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira (ACIE) — Melhor Filme: Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla.
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Menção Honrosa da ACIE: 144 — Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca.