Filipe Bragança revela sonho com baleias antes de estrelar filme sobre Amyr Klink: “Mensagem do universo”

Filipe Bragança revela sonho com baleias antes de estrelar filme sobre Amyr Klink: “Mensagem do universo”

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Fabio Braga/Pivô Audiovisual

Publicado em 09/10/2026 às 08:12

Filipe Bragança está prestes a encarar um dos trabalhos mais marcantes de sua carreira. O ator é o protagonista de 100 Dias, longa dirigido por Carlos Saldanha que chega aos cinemas no dia 29 de outubro e terá uma sessão no Festival do Rio neste sábado (10). O filme acompanha a trajetória do navegador Amyr Klink, conhecido por ter sido o primeiro homem a atravessar o Atlântico Sul a remo.

Antes mesmo de saber que interpretaria o personagem, Filipe teve um sonho que, para ele, acabou ganhando um significado especial. Em janeiro de 2024, o ator sonhou que nadava em meio ao oceano, em direção a uma ilha, quando percebeu que estava cercado por baleias.

“Eu estava nadando no meio do oceano em um céu crepuscular, com o sol talvez nascendo, talvez se pondo. Estava nadando em direção a uma ilha que estava a cerca de 1 ou 2 km de distância e, conforme nadava, pensei: ‘estou num ninho de baleias’”, contou em entrevista à Quem.

No sonho, Filipe começou a afundar entre os animais e acordou. Intrigado com a experiência, decidiu contar o episódio à mãe, a atriz Karlla Braga. Uma semana depois, recebeu um convite para fazer um teste para interpretar Amyr Klink — sem sequer saber que o projeto estava em desenvolvimento.

“Uma semana depois, recebo o convite para testar para o papel do Amyr, sem nem saber que o filme ia acontecer ou que essa produção estava acontecendo e que esses testes estavam rolando”, relembrou.

Ao ter contato com o roteiro, a sensação foi ainda mais forte. Filipe conta que ficou arrepiado e passou a enxergar o sonho como uma espécie de sinal de que aquele personagem chegaria à sua vida.

“Essa oportunidade de ao menos testar para esse papel vai ser importante para mim. Mas entendi também que aquele sonho estava me dizendo que isso estava chegando para mim e fiquei muito determinado em conseguir esse personagem, porque me pareceu uma mensagem do universo”, afirmou.

Encontro com Carlos Saldanha

A escolha para viver Amyr Klink também passou pelo olhar atento de Carlos Saldanha, cineasta responsável por produções como Rio e A Era do Gelo. Segundo Filipe, o diretor percebeu algo nele antes mesmo de sua aprovação definitiva para o papel.

“O próprio Carlos Saldanha comenta que ele percebeu que eu era o Amyr pelo jeito que eu me levantei da mesa num café que a gente tomou antes de eu ser aprovado para o teste”, revelou.

Para o ator, a sensibilidade do diretor foi fundamental para a construção do personagem. “Ele é um diretor muito sensível que consegue perceber detalhes que muita gente não percebe”, elogiou.

Novo momento na carreira

Assumir o protagonismo de 100 Dias também fez Filipe enxergar a própria trajetória profissional de uma nova maneira. Apesar de já ter acumulado trabalhos importantes, ele afirma que a dimensão do projeto o fez perceber, de forma ainda mais concreta, a responsabilidade de ser protagonista de uma produção dessa proporção.

“Percebi a responsabilidade, a demanda, a intensidade e a complexidade do trabalho e falei: ‘nossa, agora eu sou um ator profissional’”, contou.

O ator pondera que já se considerava um profissional antes do longa, mas que a experiência representou uma espécie de confirmação.

“Na prática, seria impossível eu não ser, eu já tinha realizado muitos trabalhos muito importantes, desafiadores, mas foi a primeira vez que eu falei: ‘olha só, se eu não fosse um ator profissional, eu não teria capacidade de realizar isso aqui!’”, afirmou.

Para Filipe, o longa representa mais um passo importante em uma trajetória que vem ganhando novos desafios nos últimos anos.

“É mais uma oportunidade de realizar um trabalho bem feito, com muita dignidade, muito respeito à obra e aos profissionais que estavam comigo. É um passo importante, como todos os passos que tenho dado nos últimos anos”, disse.

Além da parceria com Carlos Saldanha, o ator destaca a dimensão do projeto e o desafio de sustentar praticamente sozinho a narrativa ao lado do barco.

“É um passo importante, sobretudo por estar trabalhando com um diretor importante e estar realizando um filme grandioso também, que é importante para a história do cinema brasileiro. Além de demandar muito de mim, somos eu e o barco. Acho que é prova também de que sou capaz de fazer um filme assim”, completou.

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