Uruguai, Ilhas Maurício e Espanha aparecem no topo do ‘Retirement Index Global 2026’, levantamento que avalia países considerados atrativos para aposentados que desejam viver com recursos provenientes de pensões, poupanças e outras formas de renda passiva. Costa Rica e Portugal completam as cinco primeiras posições do ranking.
O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (30) pela Global Citizen Solutions, consultoria especializada em planejamento de residência e cidadania. O índice analisou 46 programas de vistos voltados a aposentados e pessoas com renda passiva em diferentes países.
A avaliação considera cinco critérios: qualidade de vida, mobilidade e cidadania, tributação, processo de obtenção do visto e custos.
Uruguai aparece em 1º lugar
O Uruguai ocupa o primeiro lugar do Retirement Index Global 2026, com 99,90 pontos, e apresenta desempenho consistente nos diferentes critérios avaliados pelo estudo. Entre os atrativos apontados estão a possibilidade de residência por meio do Acordo de Residência do Mercosul, a proximidade com o Brasil e a afinidade linguística.
O programa uruguaio prevê residência permanente diretamente, sem a necessidade de uma etapa temporária, além de permitir a inclusão de familiares. O relatório também destaca a exigência de comprovação de renda mensal de US$ 1.700, cerca de R$ 8.800, e a possibilidade de solicitar a cidadania após três anos para pessoas casadas e cinco anos para solteiros.
No aspecto tributário, o país adota um regime de tributação territorial e, segundo o levantamento, a chamada “Tax Holiday 2.0”, prevista na Lei 20.446, permite a isenção de determinados rendimentos de capital de fonte estrangeira por até 11 anos.
Brasil aparece em 15º lugar
O Brasil ocupa a 15ª posição e se destaca no levantamento pela agilidade do processo de residência. De acordo com o relatório, o prazo estimado para concluir o procedimento varia de três a cinco meses, colocando o país entre os programas mais rápidos avaliados.
Para solicitar a residência com base no programa voltado a aposentados, é necessário comprovar uma renda mensal de pelo menos US$ 2.000, o equivalente a cerca de R$ 10,4 mil. A modalidade também possibilita a inclusão de pais dependentes, aspecto considerado pelo estudo na análise das regras de composição familiar.
O Brasil também aparece entre os cinco primeiros colocados em duas categorias específicas: facilidade para obter uma segunda cidadania e possibilidade de realizar uma mudança internacional acompanhado da família.
Apesar desses resultados, o sistema tributário brasileiro pesa negativamente na avaliação. O relatório aponta que Brasil e Chile adotam a tributação sobre a renda mundial de seus residentes, enquanto países como Costa Rica e Paraguai utilizam modelos de tributação territorial, considerados mais favoráveis nesse critério.
Veja o ranking dos 15 primeiros:
- Uruguai – 99,90
- Ilhas Maurício – 99,80
- Espanha – 99,60
- Costa Rica – 99,50
- Portugal – 99,30
- Paraguai – 98,20
- Letônia – 98,00
- Andorra – 97,80
- Itália – 97,20
- Grécia – 95,90
- Chile – 94,70
- Nova Zelândia – 93,60
- Áustria – 92,20
- Albânia – 91,70
- Brasil – 91,40