FGM promove debate sobre ancestralidade, território e patrimônio indígena em Salvador

FGM promove debate sobre ancestralidade, território e patrimônio indígena em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 28/09/2026 às 11:39

A Fundação Gregório de Mattos (FGM) realiza, no dia 30 de setembro, mais uma edição do programa “Patrimônio é… Rodas de Conversa Sobre Patrimônio Cultural”, desta vez com o tema “Salvador Indígena”. O encontro acontece às 17h, na Casa Verde, em Itapuã, e propõe uma discussão sobre ancestralidade, memória, território, identidade e os desafios relacionados à preservação e valorização dos patrimônios indígenas na capital baiana.

A atividade terá transmissão ao vivo pelo canal da FGM no YouTube, com tradução em Libras. A edição parte do reconhecimento da presença e da contribuição dos povos originários na formação histórica e cultural de Salvador e amplia o debate sobre saberes, memórias e territórios indígenas que integram a identidade da cidade.

Para Roberta Santucci, gerente de Patrimônio da FGM, a discussão também busca ampliar a compreensão sobre a presença indígena para além de uma perspectiva histórica. “Quando a gente fala de Salvador Indígena, a gente está falando de uma história que não terminou. Os povos originários fazem parte da formação da cidade, mas também estão presentes no seu cotidiano, produzindo cultura, preservando saberes e lutando pelos seus territórios e pela sua identidade”, afirmou.

Participam da roda de conversa Taquari Pataxó, graduado em Direito e Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e mestrando em Antropologia pela mesma instituição; Tamikuã Pataxó, liderança indígena do povo Pataxó, licenciada em Pedagogia pela Universidade Luterana do Brasil e em Ciências da Natureza pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atualmente Ouvidora Geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia; e Mandú Guyra’apuã, arquiteto e urbanista formado pela UFBA e militante da causa indígena na Bahia.

O encontro também vai abordar questões relacionadas a território, urbanismo e memória ancestral, além da difusão da cultura Tupinambá e da luta pela retomada de territórios ancestrais. A proposta integra as ações da Prefeitura de Salvador voltadas à valorização das diferentes memórias, identidades e referências culturais que constituem o município.

Criado em 2017, o “Patrimônio é…” promove rodas de conversa sobre diferentes dimensões do patrimônio cultural de Salvador. O projeto busca estimular a educação patrimonial e reúne pensadores, acadêmicos, artistas e agentes culturais para discutir temas relacionados à história, memória, arquitetura, espaço público, educação, gestão e economia da cultura. A realização de encontros mensais também está prevista no Plano Municipal de Cultura de Salvador.

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