O multi-instrumentista e performer norte-americano Frank Song Jr escolheu Salvador para apresentar seu terceiro EP, ‘Slow Down’. O lançamento acontece no dia 3 de outubro, em um evento para convidados no Espaço Fusión, no Pelourinho, que contará com show intimista, exibição do material audiovisual do trabalho e performances circenses.
Produzido na capital baiana, o audiovisual reúne uma equipe formada integralmente por profissionais LGBTQIAPN+. A programação da noite terá ainda um set de TecnoPlanta, que encerra a celebração.
Em Slow Down, Frank transita por referências do R&B, jazz, música tradicional chinesa e ritmos afro-brasileiros para abordar temas como sexualidade, saúde mental e liberdade. O trabalho também reflete a trajetória multicultural do artista, que cresceu entre o Sul dos Estados Unidos e Li Ling, cidade rural da província chinesa de Hunan.
A relação com Salvador começou em janeiro de 2025, quando Frank visitou a cidade pela primeira vez. A experiência durante o Carnaval foi decisiva para que ele escolhesse a capital baiana como um novo território de pesquisa artística e musical.
“Eu sabia que eu precisava viver em outro lugar mas ainda não sabia onde. Quando cheguei aqui, quando escutei Olodum, quando vi aquela multidão na rua no Carnaval, eu chorei de emoção. A corporeidade, a riqueza cultural, o modo como as pessoas se relacionam, se comunicam, eu entendi que aqui era um lugar onde eu precisava morar, mergulhar, conhecer melhor”, destacou.

Foto: Thaiane Cerqueira
Música como ferramenta de cura
Influenciado por nomes da música negra norte-americana, como Whitney Houston e Erykah Badu, Frank construiu sua trajetória entre gêneros como jazz, R&B, folk e soul. Durante a pandemia, porém, o artista se afastou da música por dois anos para se dedicar à formação em Medicina Holística.
Depois do período afastado dos palcos, Frank retomou a carreira em Nova York, onde passou a se apresentar em bares e por meio do projeto Sofar Sounds. Foi nesse período que conheceu o produtor brasileiro Nathan Dies, que vive nos Estados Unidos. A parceria levou à gravação de Slow Down no estúdio Flying Paca e também incentivou o artista a conhecer a Bahia.
Em Salvador, Frank aprofundou a pesquisa sobre as referências brasileiras que passaram a integrar seu trabalho. A diversidade e a cultura LGBTQIAPN+ também ocupam um lugar central na trajetória do artista. Para Frank, a cena queer representa um espaço de conexão e fortalecimento, enquanto a música funciona como ferramenta de experimentação artística e também de enfrentamento às opressões.
Após o lançamento, o artista pretende levar Slow Down a espaços culturais de Salvador e outras cidades brasileiras. A proposta é utilizar música, performance e outras linguagens artísticas para promover encontros entre diferentes referências culturais, além de ampliar o diálogo sobre diversidade e a comunidade LGBTQIAPN+.
A partir de 3 de outubro, o EP Slow Down também estará disponível nas principais plataformas de áudio.

Foto: Thaiane Cerqueira