Os funcionários da Caixa Econômica Federal na Bahia votam nesta segunda-feira (21) a nova proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão pode definir os próximos passos da greve iniciada no dia 10 de setembro.
A votação acontece das 11h às 18h, de forma virtual. Na Bahia, o Sindicato dos Bancários orientou, em nota, que a categoria rejeite a proposta, mas também defende que a decisão sobre a continuidade da paralisação considere o resultado das assembleias realizadas em outros estados, já que a greve tem caráter nacional.
A posição foi discutida durante uma plenária realizada no domingo (20), que reuniu mais de 500 empregados pela internet, além de dezenas de trabalhadores presencialmente.
Entre os principais pontos da nova proposta está a ampliação da participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa. O teto passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento. A proposta também mantém o pacto intergeracional, o modelo solidário e a presença do plano de saúde no ACT. Em 2026, não está previsto reajuste das mensalidades.
A negociação também trouxe mudanças em temas como Super Caixa, promoção por mérito, carreira, pessoas com deficiência, direito à desconexão, licenças, férias, saúde do trabalhador e atendimento Figital e Genesys.
Apesar dos avanços, os representantes dos trabalhadores apontam que algumas reivindicações continuam sem solução. Entre elas está a situação dos empregados admitidos a partir de 2018, que não possuem as mesmas condições de acesso ao Saúde Caixa garantidas aos funcionários contratados anteriormente.
O representante da Bahia nas negociações com a Caixa, Érico de Jesus, afirmou que a nova proposta foi apresentada após a pressão exercida durante a paralisação.
“Chegamos ao limite da negociação naquela mesa. A Caixa colocou a alta cúpula para negociar e a discussão foi até 3h30 da manhã. A proposta que está sendo analisada agora é resultado também da pressão que os empregados fizeram durante toda essa mobilização”, explicou.
Já o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Elder Perez, destacou que a continuidade ou não do movimento precisa levar em consideração o resultado das assembleias em outras bases.