A jornalista Sônia Carneiro morreu aos 74 anos neste domingo (20), em Brasília. Com mais de cinco décadas de carreira, ela ficou marcada pela atuação na cobertura política brasileira, especialmente no acompanhamento dos acontecimentos no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto.
Sônia iniciou a carreira em 1971 e passou 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, onde trabalhou como repórter e chefe de reportagem. Também ocupou a chefia da Rádio Jornal do Brasil em Brasília.
Cobertura política
Ao longo da carreira, Sônia acompanhou acontecimentos importantes da história recente do país, como o movimento Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias e o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor.
A atuação durante a Constituinte também foi registrada pela TV Senado, que entrevistou a jornalista para a série Testemunha da História. Em 1992, ela recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), em reconhecimento à atuação profissional.
Depois de deixar as redações, Sônia também atuou na comunicação institucional. Ela trabalhou por anos com o senador Jaques Wagner e, nos últimos anos, integrava a equipe do parlamentar.
Sônia deixa dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter.