Voltar a Salvador, para Marina Lima, é como “voltar para casa”. A capital baiana representa um espaço de conforto e é marcada por grandes memórias afetivas, principalmente ligadas à música. Segundo a artista, a cidade foi um dos lugares que ajudaram a construir suas influências e referências musicais.
Em entrevista exclusiva ao Alô Alô Bahia, a cantora, que se apresenta na Concha Acústica no próximo domingo (20), às 19h, comentou sobre como estar na Bahia desperta memórias intensas envolvendo amigos, familiares e muita música.
“Eu tenho uma relação mágica com Salvador. Quando eu comecei, fui lançar meu primeiro disco aí e fiz muita divulgação em rádio. Eu tinha 20 e poucos anos e uns primos que moravam na Cidade Baixa, várias dessas rádios eram por lá. Vivi muita coisa”, disse ela.

A artista relembrou, inclusive, que o estado se tornou um refúgio logo nos primeiros anos após seu retorno ao Brasil, depois de ter vivido nos Estados Unidos. Foi na Bahia que ela se aproximou ainda mais da arte feita por grandes nomes da música popular brasileira, como Gilberto Gil e Gal Costa.
“Sempre senti um interesse mútuo, uma conexão muito forte com Salvador e a música baiana. Quando voltei ao Brasil [depois de morar nos EUA durante a infância], adolescente, com 12 anos mais ou menos, a primeira coisa que me instigou foi o Gil e seu violão. E aí veio Gal, Bethânia, Caetano… Tudo isso sempre me atraiu e me influenciou também.”
A apresentação de Marina na Concha Acústica faz parte da turnê Rota 69, na qual a artista celebra seus 45 anos de carreira. Em um show intimista, a cantora promete reunir elegância, personalidade e um repertório marcado por sucessos que atravessam gerações da música brasileira, como “Fullgás”, “Uma Noite e Meia” e “À Francesa”.
“É sempre um prazer voltar a Salvador porque tem a ver com uma parte importante da minha vida. Tenho ido menos, mas sempre fico fascinada toda vez”, finaliza.