A política e ativista italiana Emma Bonino morreu aos 78 anos, nesta sexta-feira (11). Uma das figuras mais conhecidas da política italiana nas últimas décadas, ela construiu sua trajetória principalmente na defesa dos direitos das mulheres, além de atuar em causas humanitárias.
A morte foi comunicada pelo partido Mais Europa, legenda fundada por Bonino. Em nota, a sigla destacou a importância da política para a história recente da Itália e lamentou a perda de sua principal liderança.
Bonino ganhou notoriedade ainda jovem ao participar de movimentos pela legalização do divórcio e do aborto na Itália. Sua atuação no Partido Radical italiano a colocou no centro de importantes debates sociais e fez com que ela se tornasse uma personalidade respeitada também fora do campo político em que começou sua carreira.
Ao longo da vida pública, Bonino ocupou diferentes posições de destaque. Foi comissária europeia e também exerceu o cargo de ministra das Relações Exteriores da Itália, mantendo uma atuação voltada para questões internacionais e direitos humanos.
A trajetória da ativista atravessou diferentes correntes políticas, o que contribuiu para sua influência no debate público italiano. A primeira-ministra Giorgia Meloni também prestou homenagem a Bonino após a notícia da morte.
Embora tenha ressaltado diferenças políticas entre as duas, Meloni reconheceu a relevância de Bonino para a vida pública do país.
Com uma carreira marcada por décadas de militância, Emma Bonino deixa como principal legado a participação em movimentos que ajudaram a transformar debates sobre liberdades individuais, direitos reprodutivos e igualdade de gênero na Itália.