Justiça não consegue localizar Virginia Fonseca para notificá-la em processo de R$ 120 milhões

Justiça não consegue localizar Virginia Fonseca para notificá-la em processo de R$ 120 milhões

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Heider Sacramento

Reprodução/Instagram

Publicado em 02/09/2026 às 11:04

A Justiça enfrenta dificuldades para localizar Virginia Fonseca para notificá-la oficialmente sobre uma ação que pode chegar a R$ 120 milhões. Após duas tentativas sem sucesso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) avalia recorrer à notificação por edital, prevista para situações em que a parte não é encontrada nos endereços conhecidos.

A influenciadora é alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que cobra R$ 120 milhões por danos morais coletivos. O processo envolve acusações de publicidade considerada enganosa relacionada a apostas esportivas e cita conteúdos publicados por Virginia durante a Copa do Mundo.

A primeira tentativa de entrega da notificação ocorreu em 30 de julho. Já a segunda diligência aconteceu no último domingo (30), quando agentes foram até um imóvel registrado em nome da influenciadora, em Goiânia (GO).

Como as duas buscas não conseguiram cumprir a diligência, a Justiça pode publicar um edital para dar andamento ao processo.

A disputa também já teve mudanças nas decisões judiciais. Inicialmente, a primeira instância havia negado o pedido para retirar imediatamente os conteúdos promocionais. Depois, o Ministério Público recorreu e conseguiu uma decisão favorável, que levou Virginia a apagar vídeos relacionados às apostas de seu Instagram, onde reúne mais de 53 milhões de seguidores.

Após a repercussão do caso, a influenciadora também rompeu o contrato que mantinha com a Blaze.

Os advogados da empresária argumentam que uma eventual responsabilização precisa ser baseada em provas concretas, e não apenas em interpretações relacionadas à grande exposição pública da influenciadora.

A Blaze, por sua vez, apresentou ao Ministério Público um documento de 75 páginas para contestar as acusações. A empresa afirma que segue os procedimentos de fiscalização exigidos para o setor e nega ter atuado fora dos parâmetros legais.

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