Aos 21 anos, bilionária mais jovem do mundo é brasileira e mantém vida longe dos holofotes

Aos 21 anos, bilionária mais jovem do mundo é brasileira e mantém vida longe dos holofotes

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 28/08/2026 às 11:56

A brasileira Amélie Voigt Trejes, de 21 anos, entrou para a lista de bilionários da Forbes e ganhou destaque internacional ao ser apontada como a bilionária mais jovem do mundo. Natural de Santa Catarina e residente em Florianópolis, ela construiu seu patrimônio por meio da participação acionária na WEG, uma das maiores empresas brasileiras do setor de equipamentos elétricos.

Segundo o ranking mais recente da Forbes Brasil, Amélie possui uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 6,7 bilhões. A jovem integra a terceira geração da família Voigt, uma das famílias fundadoras da WEG.

Amélie se tornou a bilionária mais jovem do mundo por uma diferença de apenas algumas semanas em relação ao alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim.

Apesar da enorme fortuna, a jovem mantém uma vida discreta e não ocupa cargo executivo na WEG. Sua riqueza está relacionada principalmente às participações diretas e indiretas que possui na companhia por meio da estrutura societária da família.

Como Amélie Voigt Trejes ficou bilionária?

A fortuna de Amélie está diretamente ligada à WEG, empresa fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, por Werner Ricardo Voigt, avô da bilionária, ao lado de Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.

O nome WEG surgiu justamente das iniciais dos três fundadores.

A companhia começou fabricando motores elétricos e, ao longo das décadas, expandiu suas atividades para áreas como geração, transmissão e distribuição de energia, automação industrial e soluções para diversos segmentos da indústria.

A expansão internacional começou ainda na década de 1970, quando os produtos da empresa passaram a ser exportados para países da América Latina. Atualmente, a WEG possui operações em dezenas de países e fábricas espalhadas por diferentes mercados.

A companhia também se tornou uma das empresas mais valiosas da Bolsa de Valores brasileira, a B3. A valorização das ações ao longo dos anos ajudou a aumentar significativamente o patrimônio das famílias que mantêm participações na empresa.

Qual é a participação de Amélie na WEG?

Embora seja uma das principais herdeiras da família fundadora, Amélie não ocupa um cargo de gestão na WEG e não integra o conselho de administração da companhia. Sua participação ocorre por meio de ações mantidas diretamente em seu nome e de holdings familiares.

De acordo com registros societários recentes, Amélie possui 5.282.602 ações ordinárias da WEG, correspondentes a aproximadamente 0,126% do capital da empresa.

A jovem também possui participação de 33,33% em holdings familiares compartilhadas com os irmãos gêmeos Felipe e Pedro Voigt Trejes.

Ao considerar suas participações diretas e indiretas, Amélie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% do capital da companhia.

Ela também faz parte do bloco controlador da WPA Participações e Serviços S.A., holding que reúne os descendentes dos fundadores e concentra mais de 50% das ações da WEG.

Essa estrutura permite que as famílias fundadoras mantenham influência sobre decisões estratégicas da companhia, mesmo sem que todos os herdeiros ocupem cargos executivos.

 

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