‘Quem ama cuida’: Yohama Eshima fala da doença rara do filho e da união com homem 35 anos mais velho

‘Quem ama cuida’: Yohama Eshima fala da doença rara do filho e da união com homem 35 anos mais velho

Redação Alô Alô Bahia

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Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 26/08/2026 às 14:10

No ar como Elza em “Quem ama cuida”, Yohama Eshima, de 38 anos, vê na personagem uma mulher capaz de se envolver, mas sem abrir mão dos próprios limites. Na trama, a dona de uma floricultura tem uma forte atração por Otoniel, interpretado por Tony Ramos, mas, segundo a atriz curitibana, sabe que precisa preservar a si mesma. “Elza está ali para ajudar Otoniel a descobrir novos caminhos sobre ele. Mas é dona de si e sabe bem o que quer, conhece seu limite emocional e não está disposta a aceitar qualquer migalha”, afirma Yohama em conversa com o jornal Extra.

Antes da atual novela das nove, a atriz ganhou projeção ao interpretar a investigadora Yone em “Travessia” (2022/23), formando uma dupla com a personagem de Giovanna Antonelli. Com uma trajetória no teatro iniciada aos 14 anos, Yohama avalia que houve uma abertura maior para atores amarelos na televisão, embora ainda existam avanços a serem feitos. “Faço teatro desde os 14 anos. Sei que ainda temos muito o que caminhar, mas vejo uma maior abertura para atores amarelos na TV. Sinto que estou num momento de maturidade. A maternidade também me impulsionou a me ver de outra forma”.

A atriz também falou sobre sua vida ao lado do diretor e produtor de cinema Flávio Ramos Tambellini, de 73 anos. Os dois estão juntos há nove anos e são pais de Tom, de 5. Para Yohama, os 35 anos de diferença entre eles nunca impediram o relacionamento. “Há um preconceito sobre as formas de se relacionar das pessoas. Posso garantir que uma relação com uma diferença grande de idade é completamente possível. Sempre admirei o Flávio e fui eu quem deu uma insistida no começo”, recorda.

Nas redes sociais, Yohama passou a compartilhar parte da rotina da família após o nascimento do filho. Tom tem esclerose tuberosa, uma doença genética rara, e desenvolveu epilepsia em decorrência da condição. Ao tornar essa experiência pública, a atriz encontrou outras mães atípicas e passou a ajudar famílias que vivem situações semelhantes.

“Mas o Tom não é só isso. É um ser humano maravilhoso. O diagnóstico não é o destino. Viver o presente foi meu maior aprendizado. Se deixar, a maternidade engole a gente. Você precisa pedir ajuda. Se estou no trabalho, tenho que confiar na minha rede de apoio. Sei que existe a possibilidade de o meu filho convulsionar, mas não posso ficar pensando nisso”, afirma.

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