Quem sente saudade dos sabores, dos sons e até das histórias da Bahia pode encontrar um pedacinho do estado em Brasília. É essa a proposta do Bahea, restaurante comandado por Vitor Hugo e seus pais, Claudia Regina e o baiano Orlando Ferreira, que transformaram um pequeno ponto de acarajé em um negócio com duas unidades e uma identidade baiana presente em praticamente todos os detalhes.
A história começou de forma despretensiosa durante a pandemia, quando os três se dividiram entre salão e cozinha para tocar um ponto de acarajé em Taguatinga, na região oeste do Distrito Federal. Nenhum deles tinha experiência anterior no ramo da gastronomia, mas o negócio prosperou mesmo em meio às restrições daquele período.
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Com o tempo, o espaço cresceu e se transformou em restaurante, mantendo a Bahia como principal inspiração. Depois, ganhou uma segunda unidade na 711 Norte. Vitor, que se formou em gastronomia, passou a desenvolver novos pratos e a construir uma cozinha que une referências contemporâneas à tradição baiana. No Bahea, essa identidade aparece nas receitas, na decoração e também na trilha sonora, que passeia por axé, forró e MPB.

Identidade baiana aparece também na decoração
O ambiente também é marcado pela presença de seu Orlando, que costuma circular entre as mesas e conversar com os clientes. A relação com a Bahia, nesse caso, vai além da comida. As histórias de Orlando, nascido em Amargosa, ajudam a criar uma conexão com quem frequenta a casa. O contato com quem visita acaba criando vínculos e amizades a partir das memórias e trajetórias compartilhadas.

Seu Orlando marca presença conversando com os clientes
Acarajé foi o ponto de partida
Primeiro prato servido pelo negócio e ainda um dos grandes destaques do cardápio, o acarajé aparece em diferentes formatos: servido no prato ou no papel e em porção de bolinhos para compartilhar.
A receita segue a tradição baiana, com massa de feijão-fradinho frita no azeite de dendê e acompanhada de vatapá, caruru, camarão e vinagrete. A conexão com a Bahia também está nos próprios ingredientes. A casa traz do estado produtos como farinha de mandioca, feijão-fradinho e azeite de dendê, transportando para Brasília sabores que fazem parte da identidade gastronômica baiana.

Aacarajé foi o ponto de partida do Bahea
Outro destaque do menu são as moquecas, pensadas para dividir à mesa. Entre as opções estão a de camarão e a mista, com peixe. Há também uma alternativa vegetariana, a moqueca de banana-da-terra.
Para acompanhar a refeição, a casa aposta ainda em cervejas e vinhos produzidos na Bahia. A nova carta reúne oito rótulos da Chapada Diamantina, de vinícolas como a Reconvexo e a Vaz, em Morro do Chapéu, além de chopp e cervejas da Proa, propondo fazer da mesa uma espécie de viagem à Bahia.

Opções tradicionais como a Casquinha de Siri não foram esquecidas