O filme “A Última Casa”, protagonizado por Wagner Moura e disponível na Netflix desde a última sexta-feira (7), não convenceu a crítica internacional. Com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção acumulou o carimbo de “podre” no site, referência para longas mal avaliados pela imprensa especializada.
O suspense de ficção científica acompanha uma família que se vê presa dentro de casa contra a própria vontade, obrigada a enfrentar uma ameaça misteriosa enquanto os recursos começam a faltar. O longa é dirigido pelo francês Louis Leterrier, conhecido por trabalhos como “O Incrível Hulk”, “Velozes & Furiosos 10” e a série “Lupin”, a partir de roteiro de Matthew Robinson. O elenco reúne ainda Greta Lee, Gabriel Chung, Emma Ho, Noah Alexander Sosnowski e Riley Chung.
Entre os pontos mais criticados estão o ritmo narrativo e a artificialidade de alguns diálogos. Para o Screen Rant, “não demora muito para perceber que um filme deu terrivelmente errado”, seja pelo “ritmo estranho de alguns cortes seguidos” ou pela forma como “uma fala soa artificial”.
Já o IGN apontou um desequilíbrio no andamento da trama: “Alguns filmes se desenrolam rápido demais; outros são lentos demais. De alguma forma, ‘A Última Casa’ é as duas coisas ao mesmo tempo”.
A ausência de um antagonista claro também pesou nas avaliações. O Wall Street Journal questionou a falta de motivação por trás dos acontecimentos, já que “o sofrimento e a resiliência são os motores da narrativa, mas sem uma motivação evidente”.
O New York Times, por sua vez, classificou o longa como indeciso entre gêneros: “metade parábola ecológica, metade lição moral simplista”. Para a NME, o filme “fica sem ideias muito rapidamente”, apesar de explorar traumas ligados ao confinamento.
Nem todas as críticas, porém, foram só negativas. O The Hollywood Reporter destacou as atuações de Moura e Lee como “especialmente convincentes”, enquanto o The Seattle Times reconheceu as “atuações interessantes” da dupla como pais dispostos a tudo para proteger os filhos