A escritora Tamara Klink movimentou a Internet ao publicar um vídeo em suas redes sociais ao pedir às pessoas que parassem de comprar seu novo livro, o best-seller “Bom Dia, Inverno”, e passassem a compartilhá-lo gratuitamente com seus amigos. “Faça esses livros circularem, é para isso que eles servem, para isso que existem”, refletiu a autora.
Na web, no entanto, houve quem considerasse a solicitação pouco empática com o contexto literário brasileiro.
“Best-sellers sustentam o mercado editorial, esse papinho de herdeira que nunca foi numa biblioteca na vida não me comove”, publicou um perfil no X (antigo Twitter).
Best-sellers sustentam o mercado editorial, esse papinho de herdeira que nunca foi numa biblioteca na vida não me comove. No mais, não comprem o livro dela mesmo, mas não comprem por ser uma grande platitude. https://t.co/aSBIFdIFTe
— Literatura Russa (@literaturarussa) August 7, 2026
“Discursinho ambientalista neoliberal dos anos 90 em pleno mundo colapsado com IA e todas as previsões de aumento de temperatura média concretizadas. Até a Greta cresceu e viu que o problema é o capitalismo“, comentou um internauta na publicação da escritora.
“Nao caiam nessa! Comprem livros sim! Comprem os livros dela, de outros autores, principalmente os que são independentes. O financeiro das editoras agradecem!!! O mercado tem que ferver, gente!!!! Comprem, comprem!! Isso só é papo idealista de uma elite cultural”, escreveu outro.
O livro de Tamara está na lista dos mais bem vendidos do país há ao menos três meses. Na obra, lançada em maio de 2026, a filha do lendário velejador Amyr Klink reflete sobre o período em que passou velejando sozinha no mar da Groenlândia.
“Tem um monte de papel, um monte de energia que foi gasta para este livro existir. Se seu plano é deixar o livro a vida toda guardado na estante, mude este plano”, completa, demonstrando preocupação com a poluição e a impressão de pegadas de carbono na natureza com o aumento no número de edições do seu trabalho.
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