Com quatro séculos de fé, Trezena de Santo Antônio pode virar patrimônio de Salvador

Com quatro séculos de fé, Trezena de Santo Antônio pode virar patrimônio de Salvador

Redação Alô Alô Bahia

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Otávio Santos/Secom PMS

Publicado em 05/08/2026 às 10:57 / Leia em 2 minutos

Uma das celebrações religiosas mais antigas e contínuas do Brasil pode ganhar um novo status em breve. Um projeto propõe transformar a tradicional Trezena de Santo Antônio Além do Carmo em Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador, garantindo a proteção da festa que movimenta o bairro durante os 13 dias que antecedem o 13 de junho.

A ideia partiu do vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) com o objetivo de proteger as manifestações culturais e comunitárias que marcam a data.

Se a proposta for aprovada, a prefeitura terá a missão de apoiar diretamente as festas, registrar a memória dessa tradição e incentivar ainda mais o turismo religioso na região do Centro Histórico.

A relação do bairro com a celebração vem de longe, desde o final do século XVI, época em que a primeira capela em homenagem ao santo foi erguida no local.

Para justificar o reconhecimento, o projeto destaca que a Trezena ajuda a manter viva a identidade baiana há mais de quatro séculos, unindo fé, sincretismo e convivência social.

De quebra, o evento anual aquece a economia local e garante que os saberes populares continuem sendo repassados de geração em geração.

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