Bahia está entre os estados com menores salários de policiais civis e militares, aponta estudo

Bahia está entre os estados com menores salários de policiais civis e militares, aponta estudo

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/PMBA

Publicado em 05/08/2026 às 07:18 / Leia em 3 minutos

A Bahia aparece entre os estados com as menores médias salariais para policiais civis e militares do país, segundo o estudo Raio-X das Forças de Segurança, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento, publicado no g1, é baseado em informações enviadas pelos governos estaduais, mostra que os vencimentos pagos no estado ficam abaixo da média nacional nas duas corporações.

Na Polícia Civil, a remuneração bruta média na Bahia é de R$ 13.214,73, a 24ª maior do país, à frente apenas de Acre (R$ 13.081,94), Paraíba (R$ 12.894,22) e Minas Gerais (R$ 12.195,03). O valor também está bem abaixo da média nacional da categoria, que é de R$ 15.512,52. O Amazonas lidera o ranking, com média de R$ 26.824,02, seguido por Tocantins (R$ 21.229,81) e Mato Grosso (R$ 20.476,79).

Na Polícia Militar, a Bahia ocupa a 22ª posição, com salário bruto médio de R$ 9.089,71, também inferior à média brasileira, de R$ 10.329,61. Goiás aparece na liderança, com remuneração média de R$ 15.687,47, seguido pelo Distrito Federal (R$ 14.427,87) e Tocantins (R$ 14.108,50). Na outra ponta do ranking estão Piauí (R$ 6.648,84), Paraíba (R$ 7.832,83) e Maranhão (R$ 8.410,46).

O estudo considera os salários brutos, antes dos descontos em folha. No caso da Polícia Militar, entram na conta todas as patentes, de soldados a coronéis. Já na Polícia Civil, são considerados investigadores, escrivães e delegados.

Além da remuneração, o levantamento aponta um déficit de efetivo nas forças estaduais de segurança. As polícias militares operam com um contingente 34% menor do que o previsto em lei, enquanto nas polícias civis a defasagem chega a 45%. Atualmente, há cerca de 413 mil policiais militares no país, embora o efetivo ideal seja de quase 620 mil. Nas polícias civis, são aproximadamente 97 mil profissionais entre investigadores, escrivães e delegados, frente a uma necessidade estimada de 175 mil.

O Raio-X das Forças de Segurança também mostra que o Brasil reúne cerca de 818 mil profissionais das forças de segurança pública. O crescimento do efetivo nacional foi impulsionado pelas Guardas Civis Municipais, que registraram alta de 13% entre 2023 e 2025 e ultrapassaram a marca de 100 mil agentes, tornando-se a segunda maior força de segurança do país em número de profissionais, atrás apenas das polícias militares.

Outro dado destacado pelo estudo é que as mulheres ocupam apenas 7% dos postos de comando das PMs. O levantamento também aponta queda de 3% no número de policiais penais, enquanto a população carcerária cresceu 6% no mesmo período. Somadas as despesas com servidores ativos e inativos, os estados destinam cerca de R$ 230 bilhões por ano à remuneração das forças de segurança, o equivalente a 1,8% do PIB previsto para 2025.

O levantamento foi elaborado com base em dados fornecidos pelas secretarias de Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal. O Fórum ressalta que parte dos governos não encaminhou todas as informações solicitadas, como os valores de salários líquidos.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia