Um ano após chegar ao Brasil, Mounjaro amplia tratamento da obesidade

Um ano após chegar ao Brasil, Mounjaro amplia tratamento da obesidade

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 27/07/2026 às 12:42 / Leia em 3 minutos

Um ano após ganhar espaço no mercado brasileiro, o Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida, se consolidou como um dos principais nomes no tratamento da obesidade e passou a ocupar um lugar de destaque no debate sobre a doença. A medicação, que inicialmente tinha indicação no país para o controle do diabetes tipo 2, teve sua indicação ampliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2025, para o controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a determinadas condições de saúde.

A tirzepatida atua sobre os receptores dos hormônios GIP e GLP 1, mecanismos relacionados à regulação do apetite, à sensação de saciedade e ao controle da glicose. Na prática, o medicamento pode reduzir a ingestão de alimentos e contribuir para a perda de peso quando utilizado em conjunto com uma dieta de baixa caloria e a prática de atividade física.

Nos estudos clínicos considerados pela Anvisa para a aprovação da nova indicação, os participantes que receberam tirzepatida apresentaram perdas de peso significativamente maiores do que aqueles que receberam placebo. No estudo SURMOUNT 1, por exemplo, a redução média de peso variou entre 15% e 20,9% após 72 semanas, dependendo da dose utilizada, enquanto o grupo placebo apresentou redução de 3,1%.

A chegada do medicamento também ajudou a ampliar a discussão sobre a obesidade como uma doença crônica e multifatorial, que envolve fatores biológicos, sociais, ambientais e comportamentais. A própria Anvisa destaca que o tratamento não deve ser reduzido apenas à perda de peso, mas considerar o acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.

Apesar dos resultados, o Mounjaro não é isento de riscos. Entre os efeitos adversos estão sintomas gastrointestinais, como náusea, vômito e diarreia, além de possíveis reações relacionadas à vesícula biliar e outros eventos que exigem avaliação médica. Por isso, o uso deve ocorrer com indicação e acompanhamento de profissionais de saúde.

O crescimento da procura por medicamentos para diabetes e obesidade também trouxe desafios para a fiscalização sanitária. Em 2026, a Anvisa adotou medidas contra produtos à base de tirzepatida sem registro ou comercializados de forma irregular no país, reforçando o alerta para os riscos de adquirir medicamentos de origem desconhecida.

Com a popularização do Mounjaro e de outros medicamentos da mesma categoria, o tratamento da obesidade vive uma nova fase. A discussão, agora, vai além da balança e envolve acesso, segurança, acompanhamento médico e a compreensão da obesidade como uma condição de saúde que exige tratamento contínuo e individualizado.

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