Em São Paulo, bebê dado como morto voltou a se mexer em saco funerário: ‘Queria respirar’

Em São Paulo, bebê dado como morto voltou a se mexer em saco funerário: ‘Queria respirar’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução EPTV

Publicado em 21/07/2026 às 17:59 / Leia em 3 minutos

A agente funerária Regina Célia Paschoal descreveu como percebeu que o recém-nascido Noah Gabriel da Cruz Santos apresentava sinais vitais, mesmo após ter sido declarado morto pela Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. Segundo relato à EPTV, reproduzido pelo portal g1, o bebê começou a se movimentar quando já estava dentro do saco utilizado para o transporte de corpos. Ao abrir o material, ela notou que ele também emitia sons, como se tentasse respirar.

“Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar”, contou Regina, que trabalha há 17 anos como agente funerária e afirmou nunca ter vivenciado uma situação semelhante. O colega Matheus Batagello, que a acompanhava, chamou imediatamente uma enfermeira após observar os movimentos do bebê.

A mãe da criança, Letícia Cristina da Cruz Santos, afirmou que ela e o marido chegaram a ver o filho sem sinais de vida e com a pele arroxeada. Após a recuperação, comemorou a evolução do quadro clínico. “Nós (estamos) contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Milagre não se explica, se vive”. Letícia também afirmou que não considera ter havido negligência médica durante o atendimento. “Eu vi como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele.”

De acordo com o g1, Noah nasceu em 15 de junho e permaneceu internado na UTI Neonatal desde o nascimento enquanto aguardava transferência para um hospital especializado, onde seria submetido a uma cirurgia. Após completar um mês de vida, apresentou piora no estado de saúde, sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve o óbito constatado depois de aproximadamente 45 minutos de tentativas de reanimação. Cerca de duas horas mais tarde, a funcionária da funerária identificou sinais vitais, levando ao acionamento da equipe médica. O bebê foi readmitido na UTI Neonatal e, em 17 de julho, transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP, em Bauru.

Em nota, a Santa Casa de Rio Claro informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram seguidos, afirmou não ter identificado falhas no atendimento e classificou o caso como um acontecimento extraordinário.

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