A Justiça da Argentina encerrou um dos desdobramentos mais acompanhados da investigação sobre a morte de Liam Payne. O empresário Rogelio Luis “Roger” Nores, amigo próximo do cantor, foi inocentado de todas as acusações relacionadas ao caso, após decisão unânime de um tribunal de apelação.
Segundo informações divulgadas pelo New York Post, os três magistrados entenderam que não existem provas que vinculem Nores à morte do artista, que faleceu em outubro de 2024, aos 31 anos, após cair da sacada de um hotel em Buenos Aires.
Na decisão, a Justiça também destacou que Liam era um adulto plenamente capaz de tomar suas próprias decisões, inclusive em relação ao consumo de drogas, afastando a tese de que o empresário teria responsabilidade sobre seus atos.
A defesa de Nores comemorou o desfecho. Ao jornal americano, o advogado Rafael Cúneo Libarona afirmou que a decisão encerra definitivamente a participação do cliente no processo. Desde o início das investigações, a acusação sustentava que o empresário exercia influência sobre a rotina e as finanças do cantor, argumento rejeitado pelos magistrados.
O caso passou por diferentes fases. Em 2024, Nores chegou a responder por homicídio culposo. A acusação foi retirada meses depois e, posteriormente, ele ainda foi investigado por suposto envolvimento no fornecimento de drogas. Essa última imputação também acabou sendo derrubada pela Justiça.
Apesar da absolvição de Nores, a investigação segue para outros dois réus. Um garçom e um funcionário do hotel onde Liam Payne estava hospedado continuam respondendo por acusações de venda de drogas ao cantor antes de sua morte. Segundo o New York Post, ambos negociam um possível acordo que pode evitar a realização de um julgamento.