O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou novos mapas detalhados do conhecimento geológico de 50 municípios mineradores do país, incluindo cinco cidades baianas: Jacobina, Jaguarari, Itagibá, Santa Luz e Juazeiro. Os produtos reúnem informações técnicas sobre o território e têm como objetivo orientar pesquisas, reduzir riscos exploratórios e apoiar o planejamento do setor mineral no Brasil.
A iniciativa ganha relevância em meio ao aumento da demanda global por minerais estratégicos usados pela indústria de tecnologia e pela transição energética. O tema, inclusive, deve integrar as discussões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), em Washington.
Segundo o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, os levantamentos fortalecem o ambiente de investimentos no setor mineral. “A nossa atuação está baseada na geração de dados geológicos essenciais para identificar áreas com potencial mineral. Essa base técnica permite que empresas e investidores tomem decisões com mais segurança e também apoia o planejamento governamental, impulsionando o desenvolvimento sustentável desses municípios”, destacou.
Ele também ressaltou a importância estratégica da diversidade geológica brasileira. “Nossa atuação contribui para fortalecer toda a cadeia produtiva mineral, em alinhamento às diretrizes do Governo Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o apoio do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O objetivo é tornar o Brasil mais atrativo e gerar benefícios para a população”, afirmou.
O diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, explicou que os mapas ajudam gestores municipais e comunidades locais a conhecerem melhor o potencial mineral das regiões. “Com mais essa linha de mapas, o SGB possibilita aos gestores municipais e comunidades locais conhecerem o nível de detalhe da cartografia geológica e as ocorrências minerais cadastradas em âmbito regional”, salientou.
Além dos mapas, o SGB tem ampliado pesquisas sobre minerais críticos e estratégicos, como nióbio, grafita, terras raras, níquel, manganês e lítio, considerados essenciais para a economia de baixo carbono e para setores ligados à tecnologia e à transição energética. As ações seguem diretrizes do Plano Nacional de Mineração 2030, do Programa Mineração Segura e Sustentável e do Plano Decenal de Mapeamento Geológico e de Recursos Minerais (PlanGeo).
O órgão também vem expandindo o mapeamento geológico sistemático em escala 1:100.000, além de levantamentos geofísicos e geoquímicos prospectivos, considerados fundamentais para ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral brasileiro e atrair novos investimentos.