A trajetória do artista baiano Rubem Valentim é tema da exposição “Rubem Valentim: A Ordem do Sensível”, em cartaz no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), até 2 de agosto.
A mostra propõe um percurso pela obra a partir das cidades onde o pintor e escultor viveu, como Salvador, Roma, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Cada fase é representada por núcleos com cores distintas, reunindo cerca de 180 trabalhos entre desenhos, pinturas, relevos e esculturas.
Considerado um dos principais nomes das artes visuais no Brasil na segunda metade do século 20, Valentim desenvolveu uma linguagem que combina abstração geométrica com referências a símbolos de religiões afro-brasileiras. Entre os elementos recorrentes estão signos ligados a orixás como Ossain e Oxóssi.
A exposição reúne obras de acervos como o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Museu Afro Brasil e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, além de galerias. Entre os destaques está a remontagem da instalação “Templo de Oxalá”, apresentada originalmente na Bienal de São Paulo de 1977.
Esta é a primeira grande mostra dedicada ao artista no MAM do Rio em cerca de 60 anos, oferecendo um panorama abrangente de sua produção e de sua contribuição para a arte brasileira.