O Itaú Unibanco anunciou que o economista Diogo Guillen assumirá o cargo de economista-chefe da instituição a partir de 1º de julho. A informação foi comunicada aos funcionários nesta terça-feira (28), em mensagem assinada pelo CEO Milton Maluhy e por Pedro Lorenzini. Guillen substituirá Mário Mesquita, que deixará o banco após quase uma década na função.
A chegada de Guillen ocorrerá após o cumprimento de quarentena exigida por ter ocupado, até dezembro de 2025, um cargo público no Banco Central do Brasil, onde era responsável pela política econômica. Antes disso, ele já havia trabalhado por mais de seis anos no próprio Itaú.
“Diogo traz uma formação acadêmica de excelência, graduado em Economia pela PUC-Rio com doutorado em Princeton”, destaca o comunicado, divulgado pela colunista Alice Ferraz, do Estadão. O texto acrescenta que a sólida trajetória, aliada à energia e capacidade de liderança do executivo, contribuirá para manter a excelência das análises do banco e impulsionar ainda mais os resultados.
A saída de Mesquita também foi marcada por elogios. Segundo o comunicado, “ao longo desses anos, Mário trouxe contribuições significativas que nos ajudaram a consolidar nossa reputação de melhor casa de Análise Econômica (sic) perante o mercado e nossos clientes”. Ele ocupava o posto desde julho de 2016, liderando as áreas de macroeconomia e research do banco, além de atuar como sócio da holding.
Guillen e Mesquita têm trajetórias que se cruzam. Ambos passaram pela diretoria de política econômica do Banco Central e têm formação ligada à PUC-Rio. Mesquita é bacharel pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre pela PUC, instituição que reuniu nomes centrais na formulação do Plano Real, com os quais mantém relação próxima. Já Guillen também se formou na PUC-Rio e possui doutorado pela Princeton University.