Esposa de Juliano Cazarré, Leticia Cazarré se pronunciou sobre a polêmica envolvendo “O Farol e a Forja”, evento promovido pelo ator voltado exclusivamente para ‘fortalecer os homens’. Em uma transmissão ao vivo no seu perfil no Instagram, a empresária demonstrou seu apoio à iniciativa do companheiro, que dividiu a opinião entre famosos e internautas.
“Estamos bem, firmes e felizes com a repercussão que o evento tomou. Afinal de contas, a ideia era essa mesma: que o Brasil inteiro soubesse que existe um grande evento para homens sendo preparado pelo Cazarré e que esse evento vai ser para transformar muitos homens e muitas famílias para melhor, que a gente está fazendo tudo para a maior honra e glória de Deus”, disse Letícia. “Então, você pode acreditar ou não no que a gente acredita em termos espirituais, mas certamente você quer uma família melhor, certamente você quer um casamento mais equilibrado, certamente você quer, se você é mulher, um homem bom, honesto, ético, fiel, verdadeiro, corajoso, capaz de defender as coisas certas no momento certo. E, se você é mãe de menino ou se você é irmã, tem um irmão, você sabe a importância de ter um homem forte e firme ao seu lado para defender a sua família, os valores, os princípios”, acrescentou.
Previsto para os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo, o evento “O Farol e a Forja”terá programação com palestras sobre liderança, empreendedorismo e espiritualidade ao longo de três dias.
Ao divulgar o projeto, Cazarré afirmou estar ciente da repercussão contrária que poderia enfrentar, mas optou por seguir com a ideia. O ator também disse já ter sido alvo de críticas anteriormente por defender que homens e mulheres possuem “papéis diferentes” nas relações e afirmou que é questionado “por defender a família e por não pedir desculpas por ser homem”.
Na justificativa para a criação do evento, ele criticou movimentos progressistas e declarou que homens estariam “perdidos” e que famílias estariam “se desfazendo”. Segundo ele, a iniciativa surgiu como uma resposta à “recusa em ficar calado” diante de “uma sociedade que enfraqueceu os homens e que está pagando um preço alto por isso”.
A repercussão incluiu manifestações públicas de colegas de profissão. A atriz Marjorie Estiano criticou a proposta e fez um alerta: “Juliano, você não criou… Você só está reproduzindo em maior ou menor grau, na verdade, um discurso que já é ampla profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias. Por favor, dá uma olhada para isso”.
Já Elisa Lucinda avaliou a iniciativa como um retrocesso. “Desculpa, meu colega, mas você está indo na contramão dos avanços do mundo. Acho essa sua iniciativa aí um grande e preocupante delírio”, afirmou. A atriz Betty Gofman também comentou: “Gente, que criatura incompreensível esse ator, esse homem”. Cláudia Abreu destacou o contexto social: “Num país com recorde de feminicídios”. Já Silvia Buarque resumiu sua posição: “Desculpe, mas é um equívoco atrás do outro”.
Outros nomes como Paulo Betti, Guta Stresser, Julia Lemmertz e Paulinho Serra também se posicionaram contra o projeto.