A exposição Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira apresenta um panorama da trajetória de Mestre Didi no Itaú Cultural, reunindo cerca de 200 peças e ocupando três andares do espaço.
Com curadoria de Ayrson Heráclito e Rodrigo Moura, a mostra percorre mais de cinco décadas de produção do artista baiano (1917–2013), destacando sua atuação nas artes visuais, na literatura e na religiosidade, além de sua contribuição para a valorização das culturas afro-brasileiras.
Dividida em núcleos temáticos, a exposição reúne esculturas, documentos, registros audiovisuais e obras de outros artistas em diálogo com o legado de Didi. O percurso também evidencia conexões com nomes como Abdias Nascimento e Rubem Valentim, ampliando o contexto de sua influência na arte brasileira.

São Paulo recebe maior e mais completa mostra sobre Mestre Didi – foto: Tamara dos Santos
Entre os destaques estão cerca de 50 esculturas do artista, além de materiais do acervo da Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil (SECNEB), fundada por ele, e obras contemporâneas comissionadas especialmente para a mostra.
A exposição também aborda a relação entre forma, rito e linguagem na obra de Mestre Didi, propondo uma leitura que integra dimensões artísticas, históricas e espirituais.
A abertura ocorreu no dia 7 de abril, com apresentação da cerimônia tradicional Oro Ojés, conduzida pelo terreiro Ilê Asipá. A visitação segue até 5 de julho de 2026, de terça a sábado, das 11h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h. A entrada é gratuita