O projeto “Cutucar o MAM – 45 anos de Oficinas Criativas” inicia uma nova etapa a partir de 18 de abril, com uma agenda gratuita que inclui oficina de grafite e rodas de conversa com artistas plásticos no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), no Solar do Unhão, em Salvador. A programação reúne atividades formativas e de troca com o público, mantendo o foco na revisão contemporânea das práticas desenvolvidas pelo museu ao longo de mais de quatro décadas.
Entre os destaques está a oficina de grafite conduzida pelo Coletivo M.U.S.A.S., com cinco encontros aos domingos, das 9h às 13h, nos dias 19 e 26 de abril e 10, 17 e 24 de maio. Com 20 vagas, a atividade propõe uma imersão teórico-prática nas linguagens do grafite, abordando criação autoral, técnicas de traço, preenchimento, composição e uso de cores, além da ampliação do repertório estético e crítico dos participantes. As inscrições devem ser feitas pelo Instagram @cutucaromam ou por formulário online.
Já as rodas de conversa acontecem nos dias 18 e 25 de abril, às 15h, com participação dos artistas plásticos Ana Fraga e Baldomiro Costa, respectivamente, e contam com intérprete de Libras. Os encontros abordam as trajetórias e processos criativos dos convidados, sem necessidade de inscrição prévia.

O Coletivo M.U.S.A.S., responsável pela oficina, tem atuação marcada por intervenções em quilombos de Cachoeira e pelo projeto Realeza Quilombola, que transforma ensaios fotográficos de matriarcas em grafites construídos em diálogo com as comunidades, conectando arte, memória e turismo sustentável.
Com uma trajetória consolidada, Baldomiro Costa já realizou exposições individuais em instituições como o Goethe-Institut Salvador, o MAM-BA e espaços culturais em Feira de Santana, além de integrar mostras coletivas no Brasil e no exterior, incluindo eventos em Portugal, Romênia e Japão. Premiado em salões regionais e com passagens por iniciativas como a ECO-92, o artista também atua como professor na rede pública e mantém produção em pintura, além de publicações e participação em documentários.
Natural de São Félix, no Recôncavo Baiano, Ana Fraga é mestre e doutoranda em Artes Visuais pela UFBA e tem trajetória marcada por premiações e exposições individuais e coletivas. Desde o reconhecimento com o Prémio Matilde Matos, que impulsionou sua primeira individual, até participações em bienais e residências internacionais, sua produção investiga questões sociais e simbólicas, com destaque para obras premiadas e projetos desenvolvidos ao longo da última década.
Realizado pela VIA Press Comunicação em parceria com o MAM e o Instituto Ori.gem, o projeto foi contemplado pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e do Ministério da Cultura. O museu é administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.