‘Não tenho medo do governo Trump’, afirma Papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA

‘Não tenho medo do governo Trump’, afirma Papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Jonathan Ernst/Vatican News

Publicado em 13/04/2026 às 09:56 / Leia em 3 minutos

O Papa Leão XIV rebateu as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou não ter medo do atual governo americano. A declaração foi concedida a jornalistas nesta segunda-feira (13), durante o voo da comitiva papal a caminho da Argélia.

O pontífice, que é cidadão americano, esclareceu que seus apelos pela paz e reconciliação em conflitos globais como o do Irã possuem raízes no Evangelho e não configuram um ataque pessoal contra o líder estadunidense.

As ofensas contra o líder da Igreja Católica foram publicadas por Donald Trump em sua rede social no último domingo (12). O presidente classificou o papa como fraco no combate ao crime e criticou a postura do pontífice em relação à política externa.

Nas publicações, o político acusou a autoridade religiosa de aprovar o porte de armas nucleares pelo Irã e de condenar os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela. Não há registros oficiais de que o papa tenha defendido o armamento nuclear iraniano. Trump ainda publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestindo uma túnica branca enquanto abençoa um homem doente, cercado por símbolos americanos e caças de guerra.

O mandatário americano também alegou que a escolha de um cidadão dos Estados Unidos para o comando do Vaticano foi uma estratégia da Igreja para lidar com a sua presidência. Em resposta, Leão XIV lamentou as declarações e defendeu o papel da instituição na busca pela resolução de conflitos.

“Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho”, declarou o papa, garantindo que não hesitará em convidar as nações a construírem pontes de reconciliação. Após desembarcar em território argelino, o pontífice voltou a criticar as contínuas violações ao direito internacional.

O atrito ocorreu horas após o discurso do papa durante a oração de domingo, quando o líder pediu um cessar-fogo no Líbano no momento em que o conflito no Oriente Médio entra em sua sétima semana.

A autoridade religiosa também citou as guerras na Ucrânia e no Sudão, reforçando a obrigação moral de proteger as populações civis. A atual viagem à África tem duração prevista de 10 dias com visitas a 4 países, configurando a primeira grande jornada internacional do pontífice no ano de 2026.

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