Coprodução brasileira é selecionada para Semana da Crítica em Cannes

Coprodução brasileira é selecionada para Semana da Crítica em Cannes

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Desvia

Publicado em 13/04/2026 às 14:21 / Leia em 2 minutos

O cinema brasileiro volta a ganhar projeção internacional com a seleção de “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul” para a Semana da Crítica do Festival de Cannes, que chega à sua 79ª edição. O longa de ficção dirigido pelo mexicano Bruno Santamaría Razo integra a mostra competitiva dedicada à revelação de novos talentos e aparece como o único representante da América Latina na disputa deste ano.

Coproduzido por México, Brasil e Dinamarca, o filme reforça a presença da produtora brasileira Desvia no circuito internacional. É a terceira participação consecutiva da empresa em grandes festivais, após “O Último Azul”, premiado com o Urso de Prata na Berlinale em 2025, e “Nosso Segredo”, exibido na edição seguinte. Em Cannes, o histórico recente também favorece o Brasil: em 2024, “Baby” passou pela mesma seção e rendeu o prêmio de Melhor Ator Revelação a Ricardo Teodoro.

Inspirado em memórias pessoais do diretor, o longa foi rodado em 16mm e se passa na Cidade do México dos anos 1990. A narrativa acompanha Bruno aos 11 anos, quando descobre sentimentos pelo melhor amigo ao mesmo tempo em que enfrenta o impacto do diagnóstico de HIV do pai. Entre conflitos e afetos, a família recorre à música e à dança como forma de atravessar a dor. Décadas depois, o cineasta revisita essas lembranças para reconstruir aquilo que não compreendeu plenamente na infância.

A seleção também carrega peso simbólico: além de ser o único latino-americano na competição de longas da Semana da Crítica, o filme marca a terceira obra mexicana a integrar a seção nesta edição. Para o Brasil, o projeto evidencia uma participação robusta, que vai do elenco à pós-produção. O ator cearense Demick Lopes integra o elenco, enquanto nomes como Marília Moraes e Eduardo Serrano na montagem, Miriam Bideram no som e Leo Chermont na trilha reforçam a presença nacional nos bastidores.

Produzido por Rachel Daisy Ellis e Camille Reis no Brasil, o filme ainda contou com ampla etapa de pós-produção realizada no país, além da colaboração de profissionais em efeitos visuais e produção executiva. A distribuição nacional ficará a cargo da Fistaile, enquanto as vendas internacionais são conduzidas pela Luxbox.

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