Polícia Federal volta a descartar ingerência de Bolsonaro após reabertura de inquérito; relembre caso

Polícia Federal volta a descartar ingerência de Bolsonaro após reabertura de inquérito; relembre caso

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Adriano Machado/Reuters

Publicado em 12/04/2026 às 15:30 / Leia em 2 minutos

A Polícia Federal (PF) voltou a concluir que não há provas de interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação. A reavaliação foi realizada na atual gestão e reafirma o entendimento já adotado anteriormente no inquérito.

A investigação havia sido reaberta por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após novas análises sobre o caso. O inquérito teve origem na saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que à época alegou ter sofrido pressão para mudanças em cargos da PF.

Segundo a nova avaliação, mesmo com a reanálise dos elementos já coletados, não foram identificados indícios suficientes para sustentar a imputação de crime. “Sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, disse o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo.

A conclusão segue a linha adotada pela corporação ainda durante o governo Bolsonaro. Na ocasião, o então procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia pedido o arquivamento do caso. Agora, sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, a PF manteve o entendimento de ausência de provas contra o ex-presidente.

Em 16 de outubro do ano passado, Moraes autorizou a reabertura do inquérito que apura a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, atendendo a pedido do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em 2022, a corporação já havia concluído pela inexistência de ingerência e solicitado o arquivamento.

Ao pedir a reabertura, Gonet citou mensagens enviadas por Bolsonaro a Moro sobre a demissão do então diretor-geral Maurício Valeixo e a divulgação, no dia seguinte, de conteúdo sobre investigações envolvendo aliados. Para o procurador, seria necessário apurar se houve “efetivamente” interferência na Polícia Federal. Ainda segundo Gonet, Moro afirmou em depoimento que uma das razões para a troca no comando da PF mencionada por Bolsonaro seria a “falta de acesso a relatórios de inteligência da PF”, destacando que o presidente já tinha acesso ao que é permitido por meio do Sistema Brasileiro de Inteligência e da Abin.

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