A indústria brasileira avançou 0,9% em fevereiro, na comparação com janeiro, com desempenho majoritariamente positivo entre os estados e com destaque para a Bahia, que superou a média nacional. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A produção industrial aumentou em 11 dos 15 locais pesquisados no país em fevereiro, indicando uma expansão disseminada do setor. Entre os destaques, a Bahia registrou crescimento de 3,2% frente a janeiro, resultado superior à média nacional e alinhado ao movimento de recuperação observado em outras regiões.
No cenário nacional, os maiores impulsos vieram do Rio Grande do Sul, com alta de 6,7%, e do Espírito Santo, que avançou 11,6%. Ambos os estados recuperaram perdas acumuladas nos meses anteriores, com destaque para segmentos como bebidas e veículos automotores no caso gaúcho.
Além da Bahia, também apresentaram desempenho acima da média nacional estados como Pará (2,7%), Ceará (2,5%), Amazonas (1,7%) e Santa Catarina (1%). A região Nordeste, como um todo, teve crescimento de 1%, reforçando o papel da região na expansão industrial do país.
Mesmo com o avanço, o principal parque industrial do Brasil, São Paulo, teve alta mais moderada, de 0,5%, sendo apenas a terceira maior influência no resultado nacional no período. Outros estados com crescimento foram Pernambuco (0,6%) e Rio de Janeiro (0,2%). Por outro lado, algumas unidades da federação registraram retração na produção industrial em fevereiro, como Mato Grosso (-0,9%), Goiás (-0,8%), Minas Gerais (-0,3%) e Paraná (-0,1%).
Na comparação com fevereiro de 2025, o cenário foi mais desafiador: a produção industrial caiu 0,7% no país, com recuo em nove dos 18 locais analisados. São Paulo teve queda expressiva de 3,6% nessa base de comparação e acumula retração de 2,6% em 12 meses, enquanto a média nacional apresenta leve alta de 0,3% no mesmo período.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, a indústria nacional recuou 0,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Entre os estados, o maior tombo foi registrado no Rio Grande do Norte (-24,8%), seguido por Ceará (-9,8%) e Paraná (-7,7%).