Vitor Hugo, galã teen dos anos 90, faz sucesso com novela em Portugal

Vitor Hugo, galã teen dos anos 90, faz sucesso com novela em Portugal

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 09/04/2026 às 14:50 / Leia em 3 minutos

Conhecido por papéis de destaque na TV brasileira nas décadas de 1990 e 2000, o ator Vitor Hugo, de 49 anos, vive atualmente uma nova fase da carreira em Portugal. Desde que se mudou para o país europeu, em 2017, ele passou a integrar produções locais e acumula participações em diferentes projetos internacionais. No momento, está em cartaz com a peça “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, adaptação da obra de Jorge Amado, ao lado de Bruno Cabrerizo e Sofia Ribeiro.

Ao comentar a experiência fora do Brasil, o ator destacou a receptividade que encontrou no novo mercado. “Tenho o privilégio de ser bem acolhido pelos portugueses e por Portugal”, afirmou. Segundo ele, a atuação artística ultrapassa fronteiras e permite a circulação entre diferentes países. “Não há fronteiras para a arte. Atores de diversas nacionalidades ingressam em um mesmo projeto sem importar o local no qual residem. Hoje estou em Portugal. Minha estadia aqui já me levou a participar de projetos e a gravar em países, como Espanha, México, Tunísia, Escócia e Angola. Quando residia no Brasil, participei em projetos gravados no Chile e Canadá”, disse, acrescentando que não descarta voltar a atuar em produções brasileiras.

A relação com o teatro começou ainda na adolescência. Vitor Hugo estreou nos palcos aos 15 anos, na montagem de “Capitães de Areia”, também de Jorge Amado, papel que lhe rendeu o prêmio de ator revelação pelo personagem Sem Pernas. A atual montagem de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” marca sua estreia nos palcos europeus.

O ator relembra que a decisão de seguir a carreira artística foi tomada cedo e de forma definitiva. “Meu desejo de ser ator, quando isto se estabeleceu com entusiasmo e força em meu coração, me fez renegar com veemência qualquer possibilidade de ‘plano B’. Tive o apoio da família — do início da carreira na pré-adolescência até o início da vida adulta –, vivi com meus pais em condições que favoreceram a construção da minha estrada. Na adolescência, dediquei a totalidade extra-escola de meu tempo livre à leitura. Aos 19, já havia lido Homero, Sófocles e os demais tragediógrafos gregos, Machado de Assis, Jorge Amado e tantos outros gigantes”, contou.

Apesar de ter interpretado personagens associados ao estilo de vida praiano, ele afirma que sua rotina na juventude era diferente. “Minha rebeldia de adolescente era sentar na praia ao sol e recusar o chamado dos amigos para jogar altinha ou pegar onda para poder me entregar à leitura de Rimbaud ou Baudelaire. Aos 20, eu comecei a faculdade de Filosofia, na PUC, e depois fiz uma pós-graduação em Arte e Filosofia”, relatou.

Entre os trabalhos mais lembrados pelo público estão a novela “Perigosas Peruas” (Globo, 1992), em que interpretou Caco, e a minissérie “Sex Appeal” (Globo, 1993), na qual viveu Beto e formou par com Carolina Dieckmann. Os dois chegaram a namorar na época. “A vida é feita da beleza dos encontros com pessoas que desejamos que sejam sempre especiais — sejam amigos, namoradas, colegas de profissão, professores e mestres. Tenho a sorte de ter belas memórias de todos os passos dados em meu caminhar”, afirmou o ator, que é casado com Renata da Graça Aranha e pai de três filhos.

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