Salvador passou a reconhecer o Bando de Teatro Olodum como patrimônio cultural imaterial do município. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (8), com a sanção do Projeto de Lei nº 381/2025, de autoria do vereador Felipe Santana (PSD).
Para Felipe Santana, o reconhecimento é um gesto de justiça e de preservação da memória cultural de Salvador. “Reconhecer o Bando de Teatro Olodum como patrimônio imaterial é valorizar uma história que transforma vidas, forma talentos e leva a cultura da nossa cidade para o mundo. É garantir que esse legado continue vivo e acessível para as próximas gerações”, destaca.
Criado em 1990, o grupo construiu uma trajetória ligada à valorização da cultura negra, à formação artística e à ampliação do acesso às artes. Ao longo de mais de três décadas, o Bando de Teatro Olodum se consolidou como referência nacional, com espetáculos, oficinas e projetos voltados à formação de novos talentos.
Entre os nomes que passaram ou tiveram ligação com o grupo ao longo da trajetória está o ator Lázaro Ramos, um dos principais expoentes do teatro e do audiovisual no país. O Bando também integra uma geração importante da cena cultural baiana, da qual fazem parte artistas como Wagner Moura, consolidando Salvador como um polo formador de talentos.
Segundo o autor da proposta, o reconhecimento contribui para a preservação da memória cultural da cidade e para a continuidade das atividades do grupo. A iniciativa também reforça o papel de Salvador na promoção de ações ligadas à diversidade e à produção cultural.