O governo federal avalia a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para auxiliar trabalhadores no pagamento de dívidas. A medida, ainda em estudo, pode beneficiar aproximadamente 10 milhões de pessoas, segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
A proposta integra um novo pacote voltado à redução do endividamento das famílias brasileiras. Em entrevista à GloboNews, concedida no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (9), o ministro reforçou que os valores seriam destinados especialmente a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidos e tiveram parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos.
De acordo com Marinho, o montante de R$ 7 bilhões corresponde a um valor residual que ainda não foi liberado após medidas adotadas anteriormente pelo governo. Em 2025, iniciativas semelhantes resultaram na liberação de cerca de R$ 20 bilhões, embora, segundo o Ministério do Trabalho, nem todos os recursos tenham sido efetivamente disponibilizados pela Caixa Econômica Federal.
A criação de um programa específico para quitação de dívidas foi solicitada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem manifestado preocupação com o alto nível de endividamento da população. A proposta final ainda depende de aval do chefe do Executivo.
Além disso, o governo também estuda mudanças na regulamentação do uso do FGTS como garantia em empréstimos consignados, como parte das estratégias para ampliar o acesso ao crédito e reduzir a inadimplência.
O número exato de trabalhadores que poderão ser contemplados com a nova liberação ainda está em análise, mas a estimativa inicial aponta para um alcance de cerca de 10 milhões de brasileiros.