‘Rainha da Cetamina’ é condenada a 15 anos de prisão pela morte de Matthew Perry, o Chandler de ‘Friends’

‘Rainha da Cetamina’ é condenada a 15 anos de prisão pela morte de Matthew Perry, o Chandler de ‘Friends’

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 08/04/2026 às 18:42 / Leia em 3 minutos

A traficante Jasveen Sangha foi condenada a 15 anos de prisão nesta quarta-feira (8), em Los Angeles, pelo envolvimento na morte do ator Matthew Perry. A pena aplicada atende ao pedido da promotoria, embora familiares do artista defendessem uma condenação mais severa, de até 60 anos.

Conhecida como “Rainha da Cetamina”, Sangha havia inicialmente negado nove acusações relacionadas ao fornecimento da substância. No entanto, em setembro do ano passado, ela se declarou culpada de cinco acusações federais, incluindo distribuição de cetamina com resultado de morte ou lesão corporal.

Antes da sentença, a ré afirmou assumir responsabilidade pelos fatos. “Assumo total responsabilidade por minhas ações e pelo papel que desempenhei nos eventos que levaram a esta tragédia. Não há desculpas para o que fiz. Lamento profundamente a dor que causei, especialmente à família de Matthew. A perda deles é inimaginável e permanente. Entendo que minha conduta, operar um negócio de drogas e continuar nesse caminho, foi imprudente, perigosa e errada”, declarou ao US Sun.

As investigações apontam que a atuação de Sangha não se restringiu ao caso do ator. Segundo promotores, ela comercializava cetamina e outras drogas há anos, inclusive em episódios anteriores, como a venda para Cody McLaury, que morreu em 2019.

De acordo com a acusação, a droga chegava a Matthew Perry por meio de uma cadeia de intermediários, envolvendo Erik Fleming e o assistente pessoal do ator, Kenneth Iwamasa. O esquema também incluía os médicos Salvador Plasencia e Mark Chavez, apontados por contribuírem para a manutenção do vício do artista, embora não tenham fornecido diretamente a dose fatal.

Perry realizava terapia com cetamina para tratar ansiedade e depressão, mas teria desenvolvido dependência da substância e passado a buscar doses sem supervisão médica. Nos dias que antecederam sua morte, em outubro de 2023, ele teria recebido diversas aplicações diárias. Durante um período de dez dias, Sangha vendeu dois lotes com 25 frascos cada, além de outros produtos contendo a droga.

Após a condenação, Sangha voltou a se manifestar. “Aceito as consequências dos meus atos e lamento o mal que causei aos outros, à minha família e à comunidade. Não posso desfazer o passado, mas agora posso respeitar a lei. Estou determinada a que meu futuro reflita responsabilidade e crescimento”, disse.

Segundo informações do processo, a ré enfrenta histórico de abuso de substâncias, incluindo álcool, e afirma estar em tratamento enquanto cumpre pena no Centro de Detenção Metropolitano de Los Angeles, onde também participa de atividades como meditação e programas de reabilitação.

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