Em meio a debates sobre o uso excessivo da Justiça nos Estados Unidos, um episódio curioso ocorrido em 2007 segue sendo lembrado até hoje. O protagonista foi o político Ernie Chambers, que decidiu processar Deus como forma de protesto.
Na época, o estado de Nebraska discutia medidas para barrar ações consideradas sem fundamento. Chambers era contrário à proposta e defendia que qualquer pessoa deveria ter o direito de acionar a Justiça, independentemente do mérito da causa.
Para reforçar o argumento, ele resolveu testar os limites do sistema e entrou com uma ação formal responsabilizando Deus por tragédias no mundo, como mortes, desastres e sofrimento humano. A iniciativa chamou atenção por levar ao extremo a ideia de livre acesso ao Judiciário.
O primeiro, mas não o único
O caso chegou a ser analisado pelo juiz Marlon Polk, que rejeitou o processo antes de qualquer andamento. A justificativa foi direta: o réu não poderia ser notificado, já que não possui endereço conhecido.
Chambers ainda tentou contestar, argumentando que, sendo onisciente, Deus teria conhecimento da ação. Mesmo assim, o pedido foi arquivado e não teve continuidade.
O episódio acabou entrando para a lista de situações mais inusitadas da Justiça americana e é frequentemente citado em discussões sobre processos considerados frívolos.
No mesmo ano, um caso semelhante surgiu no estado do Kansas, quando um homem tentou pedir uma indenização bilionária contra Deus. Assim como o de Chambers, o processo também não avançou.