O fluxo de visitantes europeus no Brasil registrou uma alta de 20% ao longo de 1 ano. O resultado positivo foi impulsionado pela atuação do escritório Visit Brasil Office, mantido pela Embratur na cidade de Lisboa em Portugal.
A estrutura atende 9 mercados prioritários e integra o Plano Brasis, uma estratégia de promoção internacional do turismo nacional projetada para o período de 2025 a 2027 em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
A operação da agência foca no contato direto com o setor turístico local e na análise de dados para direcionar as divulgações do país. O diretor de Marketing Internacional da Embratur e prefeito de Salvador, Bruno Reis, apresentou o balanço das atividades da base no exterior.
“Nos últimos 12 meses, a equipe realizou 18 missões internacionais, participou de 140 ações promocionais e mais de 600 reuniões com parceiros para impulsionar a atuação presencial da Embratur na Europa. Como resultado, países europeus estão entre os principais emissores de turistas para o Brasil em 2026″, declarou.
Os números do primeiro bimestre consolidam a tendência de expansão. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 2026, foram registrados 411 mil desembarques de europeus no território nacional, representando um crescimento de 18,55% na comparação anual.
Portugal lidera a emissão de viajantes no início do ano com 67.819 turistas no período, o que equivale a um salto de 30% e consolida a maior marca da série histórica iniciada em 2014.
O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil, Claudio Providas, reforçou a importância da tecnologia no processo. “O fluxo de turistas europeus para o Brasil cresceu 20%, impulsionado por inteligência de dados e presença nos mercados prioritários”, explicou Providas.
O mercado do continente europeu fechou o ano de 2025 contabilizando a chegada de mais de 1,7 milhão de turistas ao Brasil. A estratégia federal classifica Alemanha, França, Portugal, Reino Unido e Espanha como alvos essenciais, apontando ainda o mercado da Bélgica como uma janela de oportunidade.
As projeções globais indicam que o fluxo continuará crescendo, e o governo brasileiro concentra os esforços atuais na ampliação da conectividade da malha aérea.