Bando de Teatro Olodum, que revelou Lázaro Ramos, vira Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador

Bando de Teatro Olodum, que revelou Lázaro Ramos, vira Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Divulgação

Publicado em 08/04/2026 às 09:38 / Leia em 3 minutos

A prefeitura de Salvador sancionou a lei 9.976 de 2026 que declara o Bando de Teatro Olodum como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A medida, oficializada no Diário Oficial na última segunda-feira (6), reconhece a importância artística, social e educativa da companhia ao longo de mais de 30 anos de atuação.

O texto legal determina que o Poder Executivo promoverá ações de preservação, valorização e registro das atividades do grupo por meio da Fundação Gregório de Mattos e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Criado no ano de 1990 a partir de uma parceria entre o Grupo Cultural Olodum e profissionais de artes cênicas, o Bando consolidou sua trajetória com foco no protagonismo negro e no combate ao racismo. A linguagem estética da companhia vai além da interpretação e utiliza a música e a dança como alicerces de comunicação com o cotidiano da população.

A nova legislação garante o apoio do município a iniciativas de documentação e fomento, assegurando a continuidade do trabalho como manifestação cultural popular.

A companhia é considerada a organização negra mais popular e de maior longevidade na história do teatro baiano, sendo responsável por revelar grandes nomes da dramaturgia brasileira.

O ator Lázaro Ramos iniciou sua trajetória no grupo aos 15 anos de idade. Em entrevista concedida ao apresentador Pedro Bial no ano de 2020, o artista destacou a relevância do projeto para a sua formação. “É um trabalho que começou nos anos 90, oriundo do grupo musical Olodum. Ali estão meus primeiros ídolos, profissionais altamente capacitados, e que agora celebram 30 anos. E fico muito feliz de estarmos aqui pra falar disso também, Bial”, declarou Lázaro.

A força do grupo nos palcos foi responsável por unir grandes talentos logo no início de suas carreiras. Durante uma apresentação do Bando de Teatro Olodum, o ator Wagner Moura, que tinha entre 17 e 18 anos, ficou hipnotizado pela presença cênica de Lázaro, então com apenas 16 anos.

O celeiro de formação artística da companhia baiana também foi o berço de criação da obra “Ó Paí Ó” e marcou profundamente a trajetória de outros profissionais que hoje são consagrados nacionalmente na televisão, no cinema e na literatura, como Edvana Carvalho, Érico Brás e Lucas Leto.

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