Donald Trump anunciou o adiamento por 2 semanas do ultimato militar imposto contra o Irã. A decisão, divulgada na noite desta terça-feira (7), suspende temporariamente a ameaça de um ataque maciço que estava programado para as 21h, no horário de Brasília.
O presidente dos Estados Unidos condicionou a assinatura de um acordo de paz definitivo e o cessar-fogo bilateral à reabertura imediata do Estreito de Ormuz, principal rota logística da região que se encontra bloqueada pela guerra. A mudança de postura foi detalhada em um longo comunicado publicado na rede Truth Social.
Trump justificou o recuo após conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal Asim Munir, do Paquistão. “Sujeito à concordância da República Islâmica do Irã com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de 2 semanas. Este será um cessar-fogo bilateral”, declarou o republicano.
O mandatário confirmou o recebimento de um plano com 10 pontos apresentado por Teerã e garantiu que os objetivos militares já foram alcançados. “Quase todos os vários pontos de disputa do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de 2 semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado”, completou Trump no texto.
A tensão entre as nações escalou nos últimos dias com a pressão de Washington em torno de possíveis bombardeios a usinas de energia e infraestruturas civis, o que havia motivado publicações anteriores do presidente ameaçando que uma civilização inteira morreria.
Ao ser questionado em coletiva de imprensa na Casa Branca se os ataques configurariam crimes de guerra, Trump proferiu ofensas diretas à população local. “Não, porque eles são animais. Não estou preocupado sobre os alertas por alvejar a infraestrutura civil”, afirmou.
O conflito armado teve início no dia 28 de fevereiro com ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o programa nuclear do Irã, resultando no bloqueio da passagem marítima de 20 milhões de barris de petróleo diários e em uma guerra que já deixou mais de 2 mil mortos.