Salon du Chocolat: Salvador é forte candidata a sediar maior evento de chocolate do mundo em 2026

Salon du Chocolat: Salvador é forte candidata a sediar maior evento de chocolate do mundo em 2026

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Tasaka Sama

Publicado em 06/04/2026 às 10:37 / Leia em 2 minutos

O Brasil vai entrar definitivamente no circuito global do chocolate com a chegada do Salon du Chocolat, maior evento do setor no mundo, que terá sua primeira edição nacional em dezembro de 2026. Com sede principal em Paris e edições em cidades como Tóquio, Nova York e Dubai, a feira internacional desembarca no país com a proposta de colocar o Brasil no centro das discussões sobre o futuro do cacau e do chocolate.

A cidade-sede ainda não foi definida, mas Salvador desponta como uma das principais candidatas, impulsionada pelo seu contexto histórico ligado ao cacau e à cultura do chocolate. Também estão no radar Belém, pelo avanço na produção cacaueira e o fortalecimento da cadeia amazônica, e São Paulo, pelo peso econômico e potencial de consumo e negócios.

Projeto é liderado pelo baiano Marco Lessa | Foto: Alberto Monteiro

O projeto é liderado pelo empresário baiano Marco Lessa, à frente do Grupo M21. Ele é o criador do Chocolat Festival, considerado o maior da América Latina, e também do Brasil Origem Week. Agora, Lessa assume a missão de trazer ao país a franquia de um dos eventos mais prestigiados do mundo.

A edição brasileira do Salon du Chocolat promete reunir produtores de cacau, chocolateiros internacionais, chefs renomados e profissionais de toda a cadeia produtiva do cacau fino de origem. A programação deve incluir desfiles, palestras, esculturas artísticas e uma grande feira com marcas nacionais e internacionais, ampliando o intercâmbio de conhecimento e negócios no setor.

Proposta é explorar potencial nacional | Foto: Alberto Monteiro

“Assumimos a franquia e a responsabilidade pelo Salon du Chocolat no Brasil. Queremos diminuir a dependência do modelo de commodity, que é tão prejudicial ao produtor. Somos o único país do circuito que produz cacau, consome cacau, produz chocolate e consome chocolate, queremos explorar esse potencial e expandir pelos estados”, disse Lessa.

O investimento previsto para a edição brasileira pode chegar a € 1,5 milhão (cerca de R$ 8 milhões). Em Paris, o evento movimenta aproximadamente € 10 milhões (R$ 54 milhões), sinalizando o potencial econômico e estratégico da iniciativa para o mercado brasileiro.

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