O Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) aprovou o Plano de Ação para 2026 com a previsão de destinar R$ 1,4 bilhão em recursos para o setor. A deliberação ocorreu durante reuniões realizadas nos dias 16 e 30 de março no Ministério da Cultura, em Brasília. Os encontros foram conduzidos pela ministra Margareth Menezes e reuniram representantes do governo e da sociedade civil para avaliar os dados do mercado e traçar as diretrizes do próximo ciclo de políticas públicas da área.
Do montante total aprovado para o planejamento do ano, R$ 976 milhões serão aplicados diretamente em ações de investimento nas frentes de cinema e televisão, enquanto os R$ 460 milhões restantes ficarão reservados para operações de crédito reembolsáveis. O repasse financeiro visa impulsionar o desenvolvimento econômico da indústria e conta com metas regionais específicas.
O documento estabelece que até 40% dos projetos contemplados devem ser das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, buscando corrigir a concentração de recursos no Sudeste, que absorveu 66,3% dos incentivos em 2025.
A estruturação do novo pacote de fomento foi embasada por indicadores apresentados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). O diretor-presidente da autarquia, Alex Braga, ressaltou que o diagnóstico do mercado é fundamental para revisar e aprimorar a efetividade das políticas públicas.
O levantamento oficial aponta para um cenário de aquecimento do mercado interno, com o Brasil registrando o recorde histórico de 3.554 salas de exibição em operação e um público superior a 11 milhões de espectadores prestigiando filmes nacionais ao longo do ano passado.
A pauta do colegiado incluiu também a aprovação de regras para editais remanescentes, a retomada de investimentos em núcleos criativos voltados para a estruturação de roteiros e o aval para novas parcerias com o governo do Rio de Janeiro e a RioFilme.
O comitê validou ainda a manutenção de ações emergenciais destinadas ao Rio Grande do Sul. O cronograma oficial com as datas de lançamento dos novos editais segue condicionado à disponibilidade financeira da pasta.